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Trombose nem sempre apresenta todos os sintomas e pode passar despercebida

Cirurgião vascular aborda os sinais que podem surgir de forma discreta e os fatores que aumentam o risco

Inchaço em uma das pernas, dor, sensação de peso e aumento da temperatura local estão entre os sinais que merecem atenção. Essas alterações podem aparecer de forma isolada e, em alguns casos, serem confundidas com desconfortos comuns do dia a dia.

No Dia Nacional de Combate e Prevenção à Trombose, celebrado nesta quarta-feira (16), o cirurgião vascular do Hospital São Mateus, Jorge Novak, orienta sobre a importância de observar mudanças sem causa aparente, principalmente quando atingem apenas um dos membros inferiores.

“Às vezes, o paciente percebe apenas um inchaço diferente ou uma dor que não costumava sentir. O importante é não banalizar uma alteração persistente, principalmente quando ela aparece em apenas uma das pernas”, pondera.

Na forma venosa profunda, o coágulo se desenvolve em uma veia, com maior frequência nos membros inferiores. Uma das principais complicações ocorre quando parte dele se desprende e chega aos pulmões, podendo provocar uma embolia pulmonar.

Risco pode resultar de vários fatores

Cirurgias recentes, internações, períodos prolongados de imobilidade, câncer, obesidade, gravidez e pós-parto estão entre as situações associadas a uma maior predisposição. Histórico pessoal ou familiar e alterações da coagulação também devem ser considerados.

Hábitos cotidianos também entram nessa avaliação. Passar muito tempo sem movimentar as pernas, tabagismo e sedentarismo podem contribuir para a formação de coágulos, especialmente quando associados a outros fatores.

“O risco não depende necessariamente de uma única condição. Muitas vezes, existe uma combinação de fatores. Por isso, conhecer o próprio histórico e informar ao médico situações como cirurgias recentes, uso de hormônios ou episódios anteriores é importante para avaliar a necessidade de medidas preventivas”, observa.

Atenção às mudanças

Manter-se fisicamente ativo, evitar longos períodos de imobilidade, controlar o peso e não fumar estão entre os cuidados que ajudam na prevenção. Em situações específicas, medidas adicionais podem ser indicadas após avaliação médica.

Além dos sintomas nas pernas, falta de ar súbita, dor no peito, aceleração dos batimentos ou desmaio exigem atendimento imediato, pois podem estar relacionados a uma embolia pulmonar.

“Prevenção também passa por conhecer os sinais e procurar atendimento quando alguma coisa foge do habitual. Quanto mais cedo o quadro é identificado, mais rapidamente é possível iniciar a abordagem adequada e reduzir o risco de complicações”, pontua Jorge Novak.

Gov setembro
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