Sexta-feira, 31/07/2026 às 23:14
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Alerta: mais de 100 mil mulheres em MT podem ter síndrome associada a diabetes e nem sabem, alerta médica

Mudança internacional do nome para SOMP amplia rastreio no Centro-Oeste; médica detalha por que o problema vai muito além da fertilidade

Em Mato Grosso, estimativas baseadas em dados do IBGE apontam que cerca de 150 mil mulheres convivem com um transtorno hormonal e metabólico sério. O problema é que mais de 100 mil delas (70%) nem sabem que têm a doença, pois a ausência de sintomas “clássicos” e falhas na identificação acabam atrasando a descoberta. Esse cenário deve mudar depois que um consenso internacional decidiu trocar o nome da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) para Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP), uma mudança que corrige a ideia equivocada de que a condição se resume a cistos no ovário ou a dificuldades de fertilidade.

“O ultrassom e o nome antigo atrasavam os diagnósticos”, alerta a Dra. Renata Bussuan, endocrinologista e coordenadora nacional de pós-graduação da Afya. “Muitas pacientes chegavam ao consultório dizendo que não podiam ter a doença porque o exame não mostrava cistos. Outras viam a imagem e achavam que tinham algo grave, mesmo sem nenhuma alteração menstrual ou hormonal”, explica a especialista.

Ela esclarece que as imagens de ultrassom, na verdade, mostram folículos normais em desenvolvimento e não cistos, que indicariam algo patológico. Por isso, com a nova nomenclatura, o exame deixa de ser o critério que define o diagnóstico. “O novo termo comunica melhor que se trata de uma condição que envolve diferentes hormônios e o metabolismo do corpo, e não algo restrito ao ovário”, afirma.

A atualização também ajuda a colocar em foco sinais que costumam passar despercebidos, como menstruação irregular, acne severa, excesso de pelos, queda de cabelo e acúmulo de gordura na região abdominal. A endocrinologista chama atenção especial para a adolescência, fase em que esses sinais costumam ser ignorados, e reforça que a ausência de excesso de peso não descarta o quadro.

“Existe a chamada apresentação magra da síndrome, em que a principal manifestação pode ser apenas a falha na ovulação ou alterações hormonais identificadas em exames de sangue. Ou seja, peso normal não é garantia de que não há risco metabólico”, avisa a Dra. Renata.

Na maioria dos casos, a origem do quadro é a resistência à insulina. Para tentar controlar a glicose no sangue, o pâncreas passa a produzir esse hormônio em excesso, o que estimula os ovários a fabricar mais andrógenos (hormônios masculinos), criando um ciclo de desequilíbrio no organismo. Sem tratamento, a condição pode evoluir para pré-diabetes, diabetes tipo 2, colesterol alto, gordura no fígado, pressão alta e maior risco cardiovascular, além de espessamento da parede interna do útero causado pela falta de ovulação.

O tratamento da SOMP exige o trabalho conjunto de médicos, nutricionistas e profissionais de educação física. A especialista explica que os anticoncepcionais ajudam a regular o ciclo menstrual e a controlar sintomas estéticos, mas não resolvem sozinhos a questão metabólica.

“A abordagem precisa ser individualizada. Seja para regular o ciclo, controlar o peso, tratar a pele ou engravidar, a paciente precisa entender que não existe um remédio único e que a síndrome exige acompanhamento médico para a vida toda”, conclui a médica.

Em Mato Grosso, a Afya Educação Médica Cuiabá oferece atendimentos gratuitos em diversas especialidades, incluindo Endocrinologia, Nutrologia, Clínica da Dor, Ultrassonografia, Pediatria e Psiquiatria. As consultas dependem de agendamento prévio e disponibilidade de vagas. Os interessados podem entrar em contato pelo número de WhatsApp: (65) 99689-7280.

Sobre a Afya

A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 37 Instituições de Ensino Superior, 32 delas com cursos de Medicina e 25 unidades com pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. O grupo conta com 3.766 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e, nos últimos 25 anos, já formou mais de 24 mil alunos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers.

Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar.

Mais informações em: www.afya.com.br e educacaomedica.afya.com.br

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