Diagnóstico precoce e acompanhamento especializado ajudam a reduzir riscos e melhorar a qualidade de vida dos pacientes
Conhecida principalmente pelas crises intensas de dor, a doença falciforme também está associada a complicações potencialmente graves, como acidente vascular cerebral (AVC), síndrome torácica aguda e lesões em diferentes órgãos. O diagnóstico precoce e o acompanhamento regular são considerados fundamentais para reduzir esses riscos.
Para o hematologista do Hospital São Mateus, José Dias Resende Junior, a informação continua sendo uma das principais ferramentas para ampliar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento adequados.
“Muitas complicações podem ser prevenidas quando a doença é identificada precocemente e acompanhada de forma adequada. O diagnóstico permite iniciar medidas importantes desde os primeiros anos de vida, reduzindo riscos e melhorando a qualidade de vida dos pacientes”, afirma.
A condição afeta a hemoglobina, proteína responsável pelo transporte de oxigênio no sangue. Como consequência, as hemácias assumem formato semelhante ao de uma foice, tornando-se mais rígidas e dificultando a circulação sanguínea.
Entre os sintomas mais comuns estão anemia crônica, cansaço excessivo, fraqueza, infecções recorrentes, inchaço doloroso nas mãos e nos pés, atraso no crescimento infantil e crises intensas de dor, especialmente em ossos e articulações.
Quando o diagnóstico faz diferença
No Brasil, a principal forma de identificação precoce ocorre por meio do teste do pezinho, realizado nos primeiros dias de vida. A descoberta da doença nessa fase permite iniciar medidas preventivas capazes de reduzir infecções graves, internações e outras complicações ao longo da vida.
“Também existe o risco de eventos mais graves, como o AVC e a síndrome torácica aguda, considerada uma das principais causas de internação e mortalidade relacionadas à doença. Por isso, o acompanhamento regular é tão importante”, explica.
Nas últimas décadas, os avanços no tratamento contribuíram para ampliar a expectativa e a qualidade de vida dos pacientes. Hoje, além de medicamentos que ajudam a reduzir crises dolorosas e hospitalizações, existem estratégias de monitoramento capazes de identificar precocemente fatores de risco para complicações.
Segundo o especialista, a doença falciforme possui tratamento e acompanhamento eficazes. Quanto mais cedo ocorre o diagnóstico e o início dos cuidados, maiores são as oportunidades de prevenir complicações e garantir qualidade de vida aos pacientes.






