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Diagnóstico precoce ainda é o maior desafio no câncer de pulmão

Agosto Branco reforça a importância da prevenção e do rastreamento para aumentar as chances de cura entre pessoas com maior risco

Descobrir o câncer de pulmão ainda nas fases iniciais continua sendo um dos maiores desafios da oncologia. Em muitos casos, a doença evolui de forma silenciosa e só provoca sintomas quando já está avançada, reduzindo as chances de um tratamento curativo.

O tema ganha destaque durante o Agosto Branco, campanha de conscientização realizada em 1º de agosto, data em que também é celebrado o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Pulmão. A mobilização busca ampliar o conhecimento da população sobre os fatores de risco, incentivar a prevenção e estimular o diagnóstico precoce.

Os números ajudam a dimensionar esse desafio. Dados da Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (IARC), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), mostram que o câncer de pulmão provocou cerca de 1,8 milhão de mortes em todo o mundo em 2022.

No Brasil, a doença também representa um importante problema de saúde pública. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima aproximadamente 35.380 novos casos por ano no triênio 2026-2028, cenário que reforça a necessidade de ampliar as ações de prevenção e diagnóstico precoce.

Para o oncologista do Hospital São Mateus, Tiago Cerzosimo de Oliveira, a ausência de sinais nas fases iniciais explica por que muitos pacientes ainda recebem o diagnóstico quando a doença já se encontra em estágio avançado.

“Na maioria das vezes, o câncer de pulmão não provoca sintomas no início. Quando eles aparecem, geralmente a doença já está em um estágio mais avançado”, afirma.

Rastreamento amplia as chances de cura

Embora qualquer pessoa possa desenvolver a doença, fumantes e ex-fumantes concentram a maior parte dos casos. Por isso, quem faz parte desse grupo deve procurar orientação para avaliar a necessidade do rastreamento, conforme critérios clínicos estabelecidos para cada paciente.

A tomografia computadorizada de baixa dose é o principal exame indicado para pessoas com maior risco. Ao identificar tumores ainda pequenos, antes mesmo do surgimento dos sintomas, ela aumenta significativamente as chances de um tratamento curativo e contribui para reduzir a mortalidade.

Além de ampliar as possibilidades de sucesso terapêutico, o diagnóstico precoce permite indicar tratamentos menos agressivos e mais personalizados, acompanhando os avanços da oncologia e proporcionando melhor qualidade de vida aos pacientes.

Prevenção continua sendo a melhor estratégia

Apesar da evolução dos tratamentos, o tabagismo permanece como o principal fator de risco para o câncer de pulmão. Deixar de fumar continua sendo a medida mais eficaz para reduzir a incidência da doença e evitar milhares de mortes todos os anos.

Mesmo quem já abandonou o cigarro deve conversar com um profissional de saúde sobre a necessidade de acompanhamento. Dependendo da idade e do histórico de tabagismo, o rastreamento pode ser recomendado para aumentar as chances de detectar alterações ainda nas fases iniciais.

“Parar de fumar é a medida mais importante para prevenir o câncer de pulmão. Para quem fuma ou já fumou, realizar o rastreamento no momento indicado pode fazer toda a diferença”, recomenda Tiago Cerzosimo de Oliveira.

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