Fitoterapeuta analisa os impactos do armazenamento plástico e da variação de pH na saúde
Dr. Júlio Luchmann aponta a presença de microplásticos em garrafas PET e destaca a importância da estabilidade química da água para a manutenção do equilíbrio sanguíneo e celular.
A busca por uma hidratação segura frequentemente afasta os consumidores da água de torneira em direção à água mineral engarrafada. No entanto, a análise do processo de envase e armazenamento revela que essa troca pode trazer novos desafios biológicos. De acordo com o fitoterapeuta clínico e neurocientista Dr. Júlio Luchmann, a avaliação sobre a melhor água para o consumo diário deve considerar não apenas a fonte de extração, mas também o material de acondicionamento e a constância química do líquido entregue ao consumidor.
O desgaste do PET e a ingestão de microplásticos
Um dos principais pontos de atenção levantados pelo especialista é o uso de garrafas PET. Embora seja um material reciclável e amplamente utilizado, o plástico sofre desgaste devido às condições de transporte, exposição ao calor e manipulação.”Hoje já é demonstrado em vários estudos que, dependendo do armazenamento, há liberação de microplásticos na água. Essas partículas entram na corrente sanguínea e se instalam nos tecidos, com evidências científicas apontando sua presença no cérebro e até no leite materno”, explica o Dr. Júlio. Em contrapartida, sistemas de purificação domiciliar modernos utilizam polímeros específicos e elementos filtrantes com camadas dedicadas à retenção dessas micropartículas antes que a água chegue ao copo.
Estabilidade química e a variação do pH
Outro fator crítico na escolha da água é a sua composição físico-química, que na água mineral pode variar drasticamente. Luchmann esclarece que a alcalinidade e a mineralização mudam conforme a marca e até mesmo a estação do ano (períodos secos ou chuvosos), resultando em águas com pH que podem oscilar de 4,5 (altamente ácido) a 10.”O pH sanguíneo humano é de aproximadamente 7.35. O ideal é consumirmos algo que não exija um grande esforço do corpo para buscar o equilíbrio”, aponta. Dispositivos de purificação com tecnologia de troca iônica oferecem a vantagem da padronização, entregando água constantemente com pH entre 6 e 8, além de realizar a purificação no exato momento do consumo, evitando a proliferação de algas e bactérias que pode ocorrer em galões minerais expostos à luz e ao tempo.
Sustentabilidade e impacto econômico
Além das questões de saúde celular, o fitoterapeuta propõe uma análise econômica. Uma família de quatro pessoas consome, em média, de seis a oito galões de água mineral por mês, gerando um custo contínuo estimado entre R$ 200,00 e R$ 250,00, além do impacto ambiental do descarte de tampas e recipientes plásticos. Nesse cenário, a transição para um purificador de alta performance configura-se não apenas como uma medida de segurança sanitária, mas como um investimento com retorno financeiro em curto prazo e redução drástica da pegada ecológica.
Aprofundamento e critérios de escolha
Para detalhar esses processos e auxiliar a população na escolha do sistema de tratamento de água mais adequado para cada realidade, o Dr. Júlio Luchmann realizará o workshop online “O Código da Água”. O evento gratuito ocorrerá nos dias 24, 25 e 26 de fevereiro, transmitido ao vivo em seu canal oficial no YouTube, abordando desde a leitura de rótulos até a identificação de tecnologias de purificação.







