Empresário ligado a Maduro teria lavado R$ 1,6 bilhão no Equador

Alex Saab é acusado de montar esquema de exportações fictícias envolvendo empresas equatorianas e o governo da Venezuela

Saab foi preso em junho de 2020 e extraditado para os Estados Unidos em outubro deste ano

Saab foi preso em junho de 2020 e extraditado para os Estados Unidos em outubro deste ano | Foto: Reprodução/Infobae

Depois da extradição para os Estados Unidos do empresário colombiano Alex Saab, no dia 16 de outubro, os negócios suspeitos pertencentes a ele em diversos países vêm sendo investigados, informou o portal argentino Infobae.

Saab, estava preso em Cabo Verde, na África, desde junho de 2020. Ele é considerado um dos principais aliados do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de seu antecessor, Hugo Chávez.

No Equador, uma comissão de fiscalização encontrou indícios de um esquema de lavagem de dinheiro, durante o governo do ex-presidente Rafael Correa, por meio de exportações fraudulentas para a Venezuela.

As investigações mostram que o empresário e seu sócio, Álvaro Pulido, criaram a empresa Fonglocons em 2011. No mesmo ano, o então presidente colombiano Juan Manuel Santos e Hugo Chavez assinaram um convênio para a construção de casas populares na Venezuela. A Fonglocons seria a responsável por fornecer os materiais. Simultaneamente, uma filial da empresa foi montada no Equador.

De acordo com documentos do Banco Central e da inteligência equatoriana, até 2003 a Fonglocons Equador teria declarado exportações de material de construção no valor total de quase US$ 300 milhões (cerca de R$ 1,6 bilhão na cotação atual). As exportações, no entanto, eram fictícias e jamais chegaram à Venezuela.

Fonte: Revista Oeste (Por Guilherme Lopes – revistaoeste.com)

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