Hospital São Luiz pede apoio da ALMT para reposição de insumos

Unidade de saúde tem dificuldades para comprar neurobloqueadores, antibióticos, anestésicos, EPIs e outros medicamentos.

*Por Itimara Figueiredo

Com volume de atendimento de até 500 internações por mês, o Hospital Filantrópico São Luiz, em Cáceres, precisa de ajuda para repor o estoque de insumos. Acompanhados do prefeito de Salto do Céu, que preside o Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região Oeste, Mauto Teixeira Espíndola (SD), os representantes da Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, entidade gestora da unidade, recorreram ao primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM) para relatar as dificuldades e pedir ajuda na ordem de R$ 1,5 milhão para que a unidade continue em funcionamento.

Ao receber o Ofício 192/2021, durante a reunião, realizada nesta terça-feira (11), Botelho demonstrou preocupação com o sistema de saúde e solicitou ao deputado Dr. João (MDB), presidente da Comissão de Saúde da Casa de Leis, para analisar a viabilidade do pedido.

Espíndola ressaltou a importância da unidade de saúde para a região, informou que além de atender os 14 municípios que compõem o consórcio intermunicipal, também é referência para cidades da região de Pontes e Lacerda e até da Bolívia, devido a sua localização na fronteira Brasil/Bolívia.

“É importantíssimo para a região. Por isso, estamos aqui na Assembleia para poder ajudar. Temos que contribuir para melhorar cada vez mais o hospital. Saímos esperançosos pelo jeito que o deputado nos atendeu muito bem e relatou que tem condições de nos ajudar. Se esses insumos chegarem lá [hospital] vai melhorar muito, vai ajudar nas cirurgias, nas internações, tudo que está precisando. O hospital recebe do governo, sim, mas demora de cem a cento e quinze dias para receber o que foi utilizado. Por isso, estamos aqui em busca de recursos junto ao deputado Botelho”, esclareceu o prefeito.

Frederico Coltro, gerente corporativo de Operações da Pró-Saúde, explicou a importância da reunião na ALMT para esclarecer a situação. Listou que dentre os insumos básicos que faltam estão neurobloqueadores, anestésicos, antibióticos e materiais como luvas, que segundo Coltro, antes, a caixa custava R$ 17,00 e agora custa R$ 117,00.

“Os insumos ficaram muito caros. Viemos pedir ajuda e explicar os impactos catastróficos causados pela pandemia e, principalmente, para abastecer o nosso estoque. Sem os insumos não conseguimos atender. Hoje, estamos com estoque baixo, compramos insumos, mas não são suficientes para atender a demanda da unidade”, explica o gerente de Operações.

Com atendimentos de alta e média complexidades, 156 leitos cadastrados no CNES, sendo 147 destinados ao SUS, atua com clínica médica, obstetrícia, ginecologia, pediatria, UTIs adulto e neonatal, Pronto Atendimento 24 horas, centro cirúrgico e salas para recuperação pós-anestésica, o São Luiz, conforme o ofício, passa por sérias dificuldades para conciliar a aquisição de suprimentos com o efetivo pagamento junto aos fornecedores, pela demora para receber do governo.

“Solicitamos o apoio de nos amparar através da destinação de recursos no valor de R$ 1,5 milhão para regularização dos estoques, única e exclusivamente para aquisição de materiais hospitalares e medicamentos”, diz trecho do ofício, ao pedir urgência na avaliação do pedido.

Também participaram do encontro, o secretário-executivo do consórcio, Danilo Bastos, o contador do consórcio, Ailton Paula de Arruda e Brasílio Ferreira, consultor de sustentabilidade da Pró-Saúde.

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