Terminal ferroviário vai gerar empregos e desenvolvimento dos municípios da Baixada Cuiabana

A diretoria da Rumo Logística confirmou a construção de um terminal ferroviário na região de Cuiabá, durante reunião na segunda-feira (17) na Assembleia Legisliva de Mato Grosso (ALMT), na presença de deputados e dois senadores para tratar da extensão da Ferronorte em território mato-grossense.

O deputado Carlos Avallone (PSDB), que em 2019 realizou uma audiência pública sobre o assunto na sede da Fiemt, em Cuiabá, destacou o intenso trabalho que vem sendo feito pelas lideranças politicas e empresariais para que a ferrovia chegue a Cuiabá. “A ferrovia é muito mais do que transporte de cargas, é desenvolvimento e geração de emprego e renda para a população de catorze municípios da baixada cuiabana”, justificou Avallone.

O diretor- presidente da Rumo, João Alberto Abreu, confirmou os planos da empresa em Mato Grosso, que tem como prioridade a extensão de sua malha ferroviária em direção à carga nas regiões produtoras. Eles se preparam para atender um estado que até 2030 deve chegar a 120 milhões de toneladas de produção.

“Nós temos dentro deste projeto, a intenção de chegar a Lucas do Rio Verde e também um ramal chegando a Cuiabá. Temos um projeto de engenharia praticamente pronto, o processo de licenciamento ambiental em andamento. É um projeto que traz desenvolvimento ao estado e também à região de Cuiabá e Várzea Grande. Estamos conversando com os deputados, senadores e o governo, envolvendo todas as áreas para definir o que é melhor não só para escoar a produção crescente, mas também para a região da Baixada Cuiabana que tem uma oportunidade enorme de desenvolvimento”, disse o CEO da Rumo, Beto Abreu.

Nova legislação – Carlos Avallone informou que estão sendo elaborados uma PEC (Projeto de Emenda à Constituição) e um Projeto de Lei. Eles contemplam uma alternativa que já está sendo usada no Pará, por exemplo: uma autorização estadual para esta ferrovia no trecho previsto dentro de Mato Grosso, assegurada através desta mudança na Constituição estadual.

“Sempre defendemos que a Baixada Cuiabana não pode ficar fora deste processo de expansão e hoje a Rumo reafirmou este compromisso com a construção de um terminal de contêineres e combustíveis aqui. Vamos entrar com a PEC e o PL, defendendo inclusive que a autorização seja feita pelo Estado, pois é uma ferrovia dentro do nosso território, ligando Rondonópolis a Cuiabá e seguindo até Lucas”, disse Avallone.

Ele destacou o apoio dos senadores Wellington Fagundes (PR) e Jayme Campos (DEM), que trouxeram subsídios através de estudos técnicos para viabilizar estes projetos. “Agora nós deputados vamos correr com estes dois projetos para que no prazo mais curto possível possamos aprová-los aqui, assegurando a expansão da ferrovia e o grande sonho de Vicente Vuolo, de Cuiabá e de toda a Baixada Cuiabana.

Presidente da Frente Parlamentar de Logística e Infraestrutura, o senador Wellington destacou que o PL e a PEC contemplam duas  alternativas,  a concessão federal existente e/ou a autorização a ser dada pelo Estado. “Através desta nova legislação que estamos sugerindo à Assembleia, as bancadas federal e estadual estão fazendo a sua parte para viabilizar o mais rápido possível, em cinco a oito anos, a chegada dos trilhos à capital e interior”.

A Baixada Cuiabana é composta por 14 municípios – Acorizal, Barão de Melgaço, Campo Verde, Chapada dos Guimarães, Cuiabá, Jangada, Nobres, Nossa Senhora do Livramento, Nova Brasilândia, Planalto da Serra, Poconé, Rosário Oeste, Santo Antônio do Leverger e Várzea Grande – que serão impactados direta e indiretamente com a construção do terminal ferroviário.

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