Nova máscara acende e avisa farmacêutico ao detectar coronavírus no paciente

A máscara de proteção será capaz de avisar profissionais de saúde, como, por exemplo, os farmacêuticos, caso o paciente esteja infectado pelo novo coronavírus (Covid-19).

Cientistas da Universidade Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) estão trabalhando no desenvolvimento de uma máscara de proteção que será capaz de avisar profissionais de saúde, como, por exemplo, os farmacêuticos, caso o paciente esteja infectado pelo novo coronavírus (Covid-19). Sempre que a pessoa tossir, espirrar ou respirar, uma luz fluorescente se acenderá, quando o equipamento de proteção individual (EPI) identificar o vírus.

A máscara está sendo desenvolvida por meio de sensores que para a identificação do vírus necessitam de dois fatores para ser ativados: um deles é a umidade, fornecida por meio da saliva, por exemplo; o segundo é possuir a capacidade de detectar a sequência genética do novo coronavírus.

Com base no fato de que, em janeiro de 2020, um laboratório em Xangai conseguiu sequenciar o genoma do coronavírus, que o equipamento começou a ser desenvolvido. Segundo os pesquisadores, a máscara poderá detectar a Covid-19 em um período de 1 a 3 horas, após o paciente colocar o EPI. Atualmente, os testes eficazes para a doença podem demorar dias para fornecer o diagnóstico, fator que facilita a proliferação do vírus.

A tecnologia foi adaptada a partir de um teste feito em 2014 pelo MIT. Segundo a revista Exame, na ocasião, os pesquisadores começaram a desenvolver sensores que poderiam identificar o vírus do ebola, uma vez que ele estivesse congelado em papel. Em 2018, o laboratório responsável pela análise já era capaz de detectar doenças como: Síndrome Respiratória Aguda Grace (Sars), sarampo, influenza, hepatite C, entre outras enfermidades, por meio dos dispositivos.

Otimismo

De acordo com o pesquisador do MIT, Jim Collins, o projeto de desenvolvimento ainda está em fase inicial. Nesse sentido, ainda não há previsão de chegada do equipamento no mercado. Contudo, ele ressalta que os resultados iniciais dos testes foram promissores. Segundo o estudioso, a expectativa é de que em poucas semanas os cientistas envolvidos na iniciativa consigam comprovar a funcionalidade do novo EPI.

Ele destaca ainda que o equipamento será útil não apenas para os profissionais de saúde, mas para a população em geral: “A máscara poderá ser usada até em aeroportos, quando passamos pela segurança, ou enquanto esperamos para entrar em um avião. Nós poderemos usá-la para ir trabalhar. Hospitais poderão usar para pessoas em salas de espera ou para avaliar quem está infectado”, declarou ele, em entrevista ao portal americano Business Insider.

Fonte: ICTQ – Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade Industrial (Por Wandy Ribeiro. Postado em Farmácia Clínica – ictq.com.br)

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