Liberdade de imprensa vence em tentativa de censura

Não é vitória minha, da Jovem Pan, mas da liberdade de imprensa


*Por Marco Antonio Villa

Destaco aqui a decisão tomada pelo ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal, sobre a liberdade de imprensa. Quem não gosta de liberdade de imprensa são as ditaduras.

A questão me envolve citando dados oficiais do STJ e peguei aleatoriamente um holerite. Já tinha feito comentários sobre os altos salários pagos em tribunais. No dia citado, eu abri o site do STJ, procurei a folha de pagamento e usei a do ministro Joel Ilan Paciornik.

Eu citei que naquele referido mês ele tinha recebido R$ 118.412,00. Mas parte do salário eram vantagens eventuais (R$ 65 mil) e recebeu também indenizações de R$ 20 mil. E o desconto de imposto de renda era menor.

Eu apresentei quadros concretos e mostrava minha indignação de cidadão brasileiro. Esse senhor entrou com queixa em Curitiba para criar transtornos para mim e meu advogado tivesse que se deslocar para outro Estado.

Na primeira e na segunda instâncias não tivemos muita sorte. Mas recorremos ao STF, à época presidido pela ministra Cármen Lúcia. Acabou acontecendo que aquela censura foi negada e a liminar obtida pelo meu advogado Alexandre Fidalgo.

Em sentença de 38 páginas, Celso de Mello apresenta ampla bibliografia sobre o mérito da questão. Ele julgou e acolheu o argumento da minha defesa para garantir a liberdade de imprensa.

Não é vitória minha, da Jovem Pan, mas da liberdade de imprensa.

Confira o comentário completo de Marco Antonio Villa:

Fonte: Jovem Pan

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