“Feita para enganar a população”, diz Bolsonaro sobre taxa de desemprego do IBGE

Em entrevista à TV Record, o presidente criticou a metodologia usada pelo instituto para medir o desemprego no País; “não mede a realidade”, declarou

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Alan Santos/PR

Em entrevista à Record TV em Israel, Bolsonaro voltou a criticar cálculos do IBGE sobre desemprego

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) voltou a criticar, na segunda-feira (1), os métodos utilizados pelo  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para medir a taxa de desemprego no Brasil. Em entrevista à TV Record , ele declarou que a forma de calcular os índices são feitas “para enganar a população.”

“Com todo respeito ao IBGE , essa metodologia, em que pese ser aplicada em outros países não é a mais correta. (…)”, afirmou. “Como é feita hoje em dia a taxa? Leva-se em conta quem está procurando emprego. Quem não procura emprego, não está desempregado. (…) Então, quando há uma pequena melhora, essas pessoas que não estavam procurando emprego, procuram, e, quando procuram e não acham, aumenta a taxa de desemprego. É uma coisa que não mede a realidade. Parecem índices que são feitos para enganar a população”, completou o presidente.

A fala de Bolsonaro acontece dias depois da divulgação da Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), feita pelo instituto e divulgada na sexta-feira (29). De acordo com os dados, houve um  aumento de 892 mil pessoas desocupadas no trimestre encerrado em fevereiro, quando a taxa de desemprego subiu para 12,4%, atingindo 13,1 milhões de pessoas.

No trimestre encerrado em janeiro, a desocupação era de 12%, atingindo 12,7 milhões de brasileiros.

Bolsonaro já havia criticado o IBGE

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CNM/CUT

Crítica de Bolsonaro ao IBGE aconteceu após instituto divulgar dados de aumento de desemprego no País

Essa não é a primeira vez que o presidente expressa seu desgosto com a metodologia utilizada pelo IBGE. Em outubro do ano passado, Bolsonaro já havia dito que o cálculo, como feito, é uma”farsa” . Ele também disso que gostaria de mudar a forma de calcular o índice, já que ele contava os beneficiários do Bolsa Família como empregados.

Em resposta, o IBGE divulgou que seu levantamento segue padrões internacionais e afirmou que beneficiários do Bolsa Família não são considerados empregados.

Na entrevista dada ontem (1) ele relembrou o episódio: “Fui muito criticado, e volto a repetir: não interessam as críticas. Eu tenho de falar a verdade’, concluiu, reiterando sua posição em relação ao IBGE .

Fonte: Brasil Econômico

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