Câncer de pulmão avança silencioso e exige atenção à prevenção e diagnóstico precoce

Especialista alerta sobre riscos do cigarro convencional, eletrônico e da poluição, ressaltando que esse tipo de tumor é o que mais mata no país

Pelo menos 30 mil pessoas perdem a batalha contra o câncer de pulmão no Brasil, todos os anos, registrando esse tipo de tumor como o que mais mata no país. Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca) indicam que de 15% a 20% dos casos surgem em pessoas que nunca fumaram.

O oncologista do Hospital São Mateus, Cleberson Queiroz, explica que “o pulmão respira tudo: poluição do ar, fumaça de outras pessoas, solventes, nicotina. Tudo isso contribui para o surgimento da doença”.

Nos últimos anos, o cigarro eletrônico passou a ser visto como uma alternativa mais segura, mas a percepção é equivocada. Queiroz alerta que esses dispositivos contêm as mesmas substâncias tóxicas e cancerígenas do cigarro convencional, incluindo nicotina, solventes e metais pesados.

“Como o cigarro eletrônico tem sabor mais agradável e cheiro menos intenso, as pessoas acabam fumando mais. Muitos acreditam que estão se protegendo, mas na verdade estão se expondo aos mesmos fatores de risco, ou até mais”, afirma o médico.

No Dia Nacional de Combate ao Fumo, comemorado em agosto, a importância da prevenção e do diagnóstico precoce virou campanha. Cleberson Queiroz recomenda que reduzir a exposição à fumaça, buscar acompanhamento médico e prestar atenção aos sintomas são medidas essenciais para aumentar as chances de detecção da doença em estágios iniciais e melhorar as perspectivas de tratamento.

O câncer de pulmão se desenvolve silenciosamente e pode evoluir por meses sem sintomas. Quando aparecem, está em estágio avançado. Os principais sintomas são tosse persistente, pigarro, escarro com sangue e falta de ar são os sinais mais comuns, mas podem ser confundidos com outras doenças.

“Até o consumo esporádico traz risco. Todo cigarro que se fuma ao longo da vida contribui para a exposição cumulativa. Respirar é viver, e o pulmão absorve tudo: poluição, fumaça, produtos químicos. Precisamos nos cuidar”, adverte o especialista.

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