Argentinos dão início à terceira greve geral contra o governo Macri

Não é só na Copa do Mundo que a situação da Argentina está por um fio: paralisação atinge o transporte público, os postos de gasolina e os bancos

Essa já é a terceira greve geral que ocorre em dois anos e meio da gestão do presidente Mauricio Macri
Facebook/Reprodução

Essa já é a terceira greve geral que ocorre em dois anos e meio da gestão do presidente Mauricio Macri

A Confederação Geral do Trabalho (CGT) deu início, às 0h desta segunda-feira (25), a uma greve geral na Argentina . A paralisação é uma reação da população à política econômica adotada pelo governo do presidente Mauricio Macri.

Essa já é a terceira greve geral que ocorre em dois anos e meio da gestão do presidente Mauricio Macri. Ela ocorre, ironicamente, às vésperas do jogo da seleção argentina contra a da Nigéria, amanhã, na Copa do Mundo de futebol – o que pode resultar na eliminação precoce do país do mundial.

O transporte público será um dos mais atingidos pela paralisação, que promete interromper também o funcionamento dos postos de gasolina e dos bancos. Além disso, movimentos sociais de esquerda prometem cortar as principais vias de acesso à capital, Buenos Aires.

Essa greve é considerada pelas centrais sindicais como uma demonstração de força. Ela ocorre cinco dias após o primeiro desembolso dos US$ 50 bilhões que o Fundo Monetário Internacional (FMI) colocou à disposição do governo argentino.

Tal medida vale pelos próximos 36 meses e tem o objetivo de ajudar o país a superar a crise cambial e colocar as contas em ordem. Em troca desse empréstimo, o governo Macri se comprometeu a reduzir os gastos públicos e a inflação, que beira aos 30% neste ano.

A paralisação deve durar pelo menos 24 horas. Há quem compare o momento atual da Argentina à crise de 2001, apontada como a pior da história recente do país.

Porta-voz do governo, o ministro do Trabalho, Jorge Triaca, diz que a greve geral “não serve para coisa alguma, porque não vai resolver os problemas dos argentinos”. De acordo com ele, é objetivo da gestão Macri manter o diálogo com as centrais sindicais.

Por lá, o sindicato dos caminhoneiros ameaçou paralisar o país e voltou atrás, após conseguir aumento de 25%. Mas outras categorias não obtiveram a mesma conquista.

Pressão religiosa – afinal, o papa é argentino

Liderada pelo papa Francisco, que é argentino, a Igreja Católica também se manifestou a respeito das decisões de Macri . Para tanto, ela divulgou um documento, apelando ao governo para não adotar políticas de ajuste que aumentem a desigualdade. apelando para que o interesse social se sobreponha ao econômico.

Antes da greve geral , o governo Macri e o próprio FMI ressaltaram que o atual programa vai garantir a manutenção dos programas sociais, para proteger os argentino “mais vulneráveis”.

Fonte: Último Segundo – *Com informações da Agência Brasil

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