Polícia Federal investiga ‘compra’ de votos por Emanuelzinho

“Deveria ser indicado quais vestimentas o candidato estaria utilizando na imagem apresentada na uma, no momento da votação”.

Candidato a prefeito de Várzea Grande, Emanuel Pinheiro Neto, conhecido como Emanuelzinho (PTB), é investigado pela Polícia Federal por possível compra de votos nas eleições 2018, quando se elegeu deputado federal.

De acordo com os documentos que A Gazeta teve acesso, a denúncia anônima que chegou ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) à época era de que funcionários da subprefeitura do Distrito de Aguaçu em Cuiabá estariam também utilizando carros oficiais para fazer campanha.

Segundo a denúncia, cada voto custaria R$ 50 e o eleitor teria que comprovar ter votado no candidato. “Deveria ser indicado quais vestimentas o candidato estaria utilizando na imagem apresentada na uma, no momento da votação”.

O Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) monitorou dois funcionários da subprefeitura, que seriam responsáveis por pagar R$ 50 para quem votasse em Emanuelzinho, e em seu primo, o vereador Lilo Pinheiro, que concorria deputado estadual, conforme os autos do inquérito.

De acordo com o relatório da PF, as diligências feitas pelo Gaeco demonstram movimentação (modus operandi) por parte de um funcionário e sua esposa,nmuito assemelhada à denúncia de compra de votos.

O Gaeco acompanhou a movimentação do servidor na véspera e no dia da eleição, através de fotos e vídeos. “Durante a abordagem, localizou-se lista com nomes, acompanhados de data de nascimento e dados de título de eleitor, aparentemente para controle de compra de votos. Verificou-se ainda que M.P.G. realizava o transporte irregular de eleitores em seu carro”.

Ainda de acordo com o relatório do Gaeco, o funcionário público abordava pessoas que chegavam ao local ou mantinha constante diálogo com outros eleitores que permaneciam na escola no aguardo para votar.

Fonte: GD (Por Pablo Rodrigo)

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