Depois de prorrogar Lava Jato, Dodge cobra ‘isenção’ de procuradores

Procuradora lembrou que MP é independente e pediu imparcialidade

Depois de prorrogar por mais um ano a força-tarefa da Lava Jato no Paraná, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, frisou, nesta terça-feira (13), a importância da isenção e da imparcialidade do Ministério Público (MP), assegurada pela Constituição, em cada decisão. Segundo ela, todos os procuradores precisam expressar “nos atos e nas palavras” a independência da instituição.

“A independência do Ministério Público está assegurada na Constituição e nas leis. Mas precisa ser vivida nos atos e nas palavras de cada membro da instituição, sabendo que o que faz ou deixa de fazer é capaz de refletir sobre todos e todas”, declarou. “A Procuradoria-Geral da República apoia a atuação institucional de todos os seus membros para o cumprimento da missão, mas igualmente exige que o desempenho da atuação institucional se dê inteiramente dentro dos marcos da legalidade”, continuou.

Ela afirmou, ainda, que um dos principais deveres da PGR é “lembrar que a Justiça resulta de um processo legal”, o qual prevê a participação da defesa em todos os momentos, incluindo na fase de investigação, e também o respeito à atuação independente dos juízes. “A Justiça resulta de um devido processo legal justo, com garantia de efetiva participação dos advogados, em todas as fases do processo, inclusive na fase de investigação. Com respeito ao judiciário, e zelo pelo dever de isenção, imparcialidade, independência dos magistrados, que são, sempre, a garantia das garantias constitucionais”, finalizou Dodge.

Fonte: Jovem Pan – *Com informações da Agência Brasil

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