Câmeras flagram momento de execução de empresário

ACUSADO DE FRAUDES

A Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) divulgou as imagens do momento em que o empresário Wagner Florêncio Pimentel, 47, foi executado a tiros por um criminoso em uma motocicleta no dia 9 de fevereiro deste ano. Pelo assassinato, 5 pessoas acusadas de monitar e executar a vítima foram presas nesta quinta-feira (7), na operação denominada Retentium Mortale. As investigações tentam ainda tentam identificar o mandante do crime.

Câmeras de segurança auxiliaram na identificação do casal Wellington Lemos Guedes Castro e Rosiele Fátima da Silva, que monitorou os passos da vítima no dia do crime; Gilmar Fernando Borges Resplande Amorim; Adão Joasir Fontoura, o executor; e Dayane Pereira Fontoura (ou Pimenta), que é vista em um veículo passando ao lado do carro da vítima já morta. Gilmar, no entanto, já foi colocado em liberade.

Sócio da Taberna Choperia, localizado no Shopping 3 Américas, Wagner  foi vigiado pelos criminosos desde o momento em que chegou no local, às 17h51, até o momento em que saiu, às 22h37, e foi morto a tiros na rua Brasília, no bairro Jardim das Américas, em Cuiabá. Ele foi encontrado em seu carro, Renault Sandero branco, com dinheiro, cheques e cartões do fechamento do caixa que havia feito.

De acordo com a delegada responsável pelo caso, Jannira Laranjeira, todos os suspeitos presos negaram a participação no crime, com exceção de Dayane, que decidiu confessar após se reconhecer nos vídeos de monitoramentos apresentados durante depoimento. “Os suspeitos se identificaram através das imagens, porém negaram ter participado do crime alegando que teriam ido até o shopping para ir ao cinema”, relatou durante coletiva de imprensa.

Além da análise das imagens das câmeras de monitoramento, celulares, mensagens e a arma de fogo utilizada no crime foram utilizadas para identificar a participação dos suspeitos no crime que teriam sido contratados para matar Wagner. “A investigação nos indica que foi um crime de mando, tendo em vista que não há ligação entre os coautores com a vítima”, afirmou a delegada.

Laranjeira diz que espera concluir o caso em 30 dias já com a identificação do mandante. “Trabalhamos as informações que chegam à delegacia de forma anônima. Com todo o desenrolar das investigações a gente espera concluir em 30 dias ou ainda prorrogar pelo prazo da prisão temporária dos presos”, explica.

Wagner era investigado Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra Administração Pública (Defaz) por liderar um esquema de sonegação de impostos, que utilizava empresas de fachada para sonegar impostos, que resultou na operação Crédito Podre, deflagrada em dezembro de 2017. Ele ainda usava tornozeleira eletrônica quando foi encontrado morto.

Fonte: GD (Valquiria Castil)

Veja o vídeo abaixo

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