Policial mandou mensagem emocionante para o pai pouco antes de ser morto

Soldado Daniel Henrique Mariotti disse ao pai esperar “que meu filho sinta por mim o amor que sinto por você”. Ele deixou esposa e filho de três anos

Policial morto no Rio de Janeiro durante assalto na linha amarela mandou mensagem emocionante para o pai horas antes
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Policial morto no Rio de Janeiro durante assalto na linha amarela mandou mensagem emocionante para o pai horas antes

O soldado Daniel Henrique Mariotti, primeiro policial militar morto no estado do Rio de Janeiro em 2019, teve nota de pesar e lamento emitida tanto pelo novo governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), quanto pelo novo presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL). Mas uma nova descoberta deixou todos os familiares ainda mais comovidos durante o velório do corpo da vítima na tarde deste domingo (7), no Jardim da Saudade de Sulacp, zona oeste do Rio: ele mandou uma mensagem emocionante para o pai horas antes de sua morte.

Assassinado por criminosos que tentavam fazer um arrastão na Linha Amarela na altura do bairro de Bonsucesso, na zona norte do Rio de Janeiro, e se depararam com o grupo de policiais do 22º Batalhão da Polícia Militar (BPM) da Maré que faziam um deslocamento de motocicletas da corporação pela região no sábado (6), o  policial Mariotti disse esperar que seu filho de três anos de idade, agora órgão, sentisse tanto amor por ele quanto ele sentia pelo próprio pai.

“Pai, estou estou escutando um louvor, e me veio a lembrança da minha infância e de tudo o que passamos juntos”, escreveu na mensagem. “Queria te agradecer por tudo que fez e ainda faz por mim”, continuou. “Agora que sou pai, percebo o tamanho do amor que um pai tem por um filho. Você foi e é o melhor que você pode ser. Queria dizer que te amo muito. Espero que meu filho sinta por mim o amor que sinto por você”, disse o oficial que tinha 30 anos em mensagem emocionante enviada ao próprio pai.

Segundo informou o Batalhão de Mariotti, os policiais se aproximavam da saída 7 da Linha Amarela , na altura do viaduto da Avenida dos Democráticos, quando viram criminosos armados em tentativa de roubo na via. Quando se aproximaram dos assaltantes, estes atiraram e acertaram no soldado antes de fugir.

O veículo roubado pelos criminosos foi encontrado incinerado em Manguinhos e o agente foi levado para o Hospital Geral de Bonsucesso, passou por cirurgia de remoção da bala, mas não resistiu aos ferimentos.

“O Rio de Janeiro acaba de perder mais um herói nesta guerra contra os terroristas nas ruas do nosso Estado. Quero manifestar meu mais profundo pesar pelo assassinato do soldado PM Mariotti e minhas condolências à família. Que Deus o abençoe e o receba. Como governador, a morte de um policial é como perder um filho. Vamos investigar este caso com todo o rigor e não vamos parar o combate ao crime até devolvermos a paz ao Estado”, disse o governador Wilson Witzel (PSC), na nota de pesar divulgada antes.

Já o presidente Jair Bolsonaro (PSL) prestou condolências à família do policial pelo Twitter. Bolsonaro disse que “a caça aos agentes de segurança e o massacre dos cidadãos de bem sempre foram tratados como números”, mas que “Legislativo, Executivo e Judiciário juntos, devem na lei, propiciar garantis para que o bem vença o mal”.

Depois do ocorrido, as polícias militar e civil do estado estão realizando operação conjunta em comunidades da Zona Norte do Rio neste domingo. O objetivo é localizar e prender os assassinos que balearam o policial.

O Comando de Operações Especiais (COE) da Polícia Militar, que conta com o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), Batalhão de Polícia de Choque (BPChq), Batalhão de Ações com Cães (BAC) e Grupamento Aeromóvel (GAM), opera nas comunidades Arará, Mandela e Manguinhos.

Policiais militares do 3º BPM (Méier), 16º BPM (Olaria) e 22º BPM (Maré) estão atuando nas comunidades Morar Carioca e Bandeira 2. No Jacaré, há equipes da Polícia Civil – Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) e delegacias especializadas.

Até agora, porém, o Batalhão de Choque prendeu apenas quatro pessoas e apreendeu uma moto roubada na comunidade do Mandela. Uma carga roubada foi recuperada por policiais do BOPE e da UPP Manguinhos e mais de 400 kg de material entorpecente foi encontrado pelo Batalhado de Ação com Cães (BAC), mas ainda nenhum suspeito da morte de Daniel Henrique Mariotti foi preso.

Diante disso, o Disque Denúncia já ofereceu uma recompensa de R$ 5 mil por informações que levem ao paradeiro dos envolvidos na morte do policial . Segundo as primeiras informações, os criminosos estavam em um Ford Fusion roubado, de cor branca, que foi recuperado na Rua Luiz Zancheta, no Riachuelo. Denúncias podem ser feitas pelo WhatsApp ou Telegram do Portal dos Procurados, pelo telefone (21) 98849-6099; na Central de Atendimento, pelo (21) 2253-1177; através do Facebook; e pelo aplicativo “Disque Denúncia RJ”. O anonimato é garantido pela polícia.

Fonte: Último Segundo

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