Preço do tomate deve começar a cair já no começo de dezembro

APÓS ALTA DE 50,76%

Os brasileiros que foram a feiras e supermercados no começo de novembro encontraram o tomate a um preço bem mais salgado, situação que deve começar a ser revertida já no início de dezembro.

Dados mais recentes do IPCA-15, mostram que a fruta ficou 50,76% mais cara entre os dias 16 de outubro e 15 de novembro na comparação com o mesmo período do mês anterior.A maior alta do índice no intervalo fez com que o valor do tomate já acumule ganho de 68,42% durante os 11 primeiros meses de 2018.Flávio Godas, economista da Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), afirma que a alta foi influenciada principalmente pela situação climática que afligiu os produtores da região Sudeste.”Tivemos muita chuva fora de hora e tempestades de granizo em algumas regiões produtoras. Esses fenômenos atrasaram as lavouras, principalmente, em São Paulo e em Minas Gerais”, explica Godas.Para Carlos Thadeu, pesquisador do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) da FGV (Fundação Getulio Vargas), além do volume intenso das chuvas, a alta do tomate surgiu em meio a uma “seca absurda” que derrubou os preços no primeiro semestre do ano.”Foi uma mistura de preços muito baixos vindos de uma safra muito boa, misturado com uma reversão muito forte das chuvas. (…) Muita água na produção do tomate faz ele perder qualidade, o que aumenta o custo dos itens que chegam bons aos vendedores”, analisa Thadeu.Na análise por Estados, o índice do IBGE aponta que os moradores de Belo Horizonte (MG) e do Rio de Janeiro (RJ) foram os que mais sentiram no bolso o preço mais caro do tomate. Em ambas localidades o valor do fruto mais que dobrou entre o fim de outubro e o começo de novembro.

Trajetória de queda

Com as variações expressivas dos últimos meses, a expectativa é de que os preços do tomate já comecem a recuar na próxima semana, a primeira do mês de dezembro.

Godas afirma que os índices da Ceagesp apontam para uma redução de 15% no preço do fruto já nesta semana. “Este é o limite. Nas próximas semanas, imagino que o preço vai cair mais”, observa.

“Ainda é uma queda tímida, porque ele subiu muito mais do que isso, mas a tendência daqui para a frente já é de redução dos preços com a entrada das produções de Minas e São Paulo”, avalia o economista da Ceagesp, que ainda atenta para necessidade do favorecimento climático.

De acordo com Thadeu, o valor do tomate começa a perder força em dezembro e tende a fechar o último mês do ano 20% ou 30% mais barato. Ele, no entanto, alerta que os demais alimentos vão seguir uma trajetória de alta.

“Na medida em que o tomate vai devolver um pedaço da alta, os preços das hortaliças e tubérculos vão subir, o que é padrão nesse período de final de ano”, afirma o pesquisador do Ibre.

Godas alerta ainda que o recuo no valor do produto ao preço de antes dos problemas climáticos não devem ocorrer de uma vez. “Ele vai, gradativamente, recuando até seu patamar normal”, avalia.

Fonte: R7

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