“Não venham me acuar; perdi o medo quando meu filho morreu”

Jaime Campos diz que não vai recuar de seu posicionamento a favor da taxação do agronegócio

O senador eleito por Mato Grosso Jaime Campos (DEM) afirmou, na quinta-feira (29), que tem sido criticado pelos empresários do agronegócio após se posicionar a favor da taxação do setor.

Jaime frisou que está aberto ao “diálogo” e “entendimento”, mas que não vai recuar em seu posicionamento.

“Não venham querer me acuar. Não sou filho de pai assombrado. Sou senador de todo o povo mato-grossense. Não sou senador de segmento isolado. Não fiz campanha bancado por ninguém. Fiz com o meu dinheiro, tendo algumas limitações, mas não saí devendo ninguém. Por isso, exijo respeito”, disse durante audiência pública na Assembleia Legislativa.

“Ninguém vai me acuar. Vou lutar para que esse Estado aqui não seja casta de barões e tubarões, daqueles que usufruem da riqueza desse Estado e não devolvem coisa alguma. Eu estou disposto ao diálogo, ao entendimento, mas não venham me afrontar”, afirmou.

Durante sua fala, o senador ainda lembrou a morte do filho, Jaime Veríssimo de Campos Júnior, o “Jaiminho”. Ele perdeu o filho em um acidente de carro em maio de 2004.

“Eu perdi o medo quando o meu filho morreu. Sou um homem corajoso, determinado, destemido. Vou fazer do meu um mandato um exemplo, acabando com os desmandos, sobretudo o desmando de roubar a esperança do povo mato-grossense”, disse.

O senador eleito declarou que não é contra o agronegócio. Disse que não tem mais nenhum cidadão mais defensor do setor que ele.

Ponderou, porém, que não pode aceitar que meia dúzia de empresários continuem se beneficiando com a sonegação de impostos. Ele não citou nomes.

“Eu tenho quase 70 anos, tenho uma história nesse Estado, não sou um qualquer. Na política, tenho seis mandatos e, além disso, sou empresário e um empresário sério. Não sou nenhum picareta, não posso aceitar que essa meia dúzia que está sendo beneficiado continue sendo beneficiado para não largar da mamadeira”, afirmou.

Ele também aproveitou para pedir aos deputados estaduais a reabertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Cooperativas, aberta em 2014 pelo ex-deputado José Riva.

“Quando nós batermos na questão da sonegação, muitos barões e tubarões do agronegócio vão presos aqui em Mato Grosso. E não é conversa fiada, não. Eu tenho isso no papel”, completou.

Fonte: Midia News

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