Campanha de Haddad gastou 15 vezes mais que a de Bolsonaro; veja os valores

EFECandidatos disputaram o segundo turno das eleições presidenciais de 2018

Fernando Haddad, presidenciável do PT derrotado nas eleições deste ano, declarou que sua campanha custou valor equivalente a 15 campanhas do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). A prestação foi feita pelo ex-prefeito de São Paulo neste sábado (17), data limite estipulada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que os candidatos que disputaram o segundo turno apresentassem suas contas.

De acordo com as informações, Haddad arrecadou cerca de R$ 35,4 milhões e gastou 37,5 milhões – restando uma dívida de campanha de R$ 3,8 milhões, aproximadamente.

Já Bolsonaro, que já havia apresentado suas declarações anteriormente, por sua vez, constatou ter arrecadado R$ 4,4 milhões e gastado R$ 2,5 milhões. Vale lembrar ainda que, vítima de um atentado no início de setembro, ele passou a maior parte do tempo da campanha no hospital ou em casa.

Bolsonaro explica prestações

Na última sexta (16), a defesa do presidente eleito enviou ao TSE um documento esclarecendo as falhas apontadas pela equipe técnica da Corte quanto à sua prestação de contas. A entrega foi feita no último dia do prazo dado pelo relator do caso, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), que solicitou explicações sobre 23 itens nas contas.

As inconsistências apontavam incoerências entre dados informados pela campanha e números registrados em órgãos oficiais. Além disso, registraram o descumprimento de prazos da Justiça Eleitoral e recebimento de doações de fontes vedadas.

O documento da defesa de Bolsonaro é dividido por itens – em resposta a cada um desses pontos apontados pelo TSE. O texto traz o número de notas fiscais referentes a despesas com produção de conteúdo e mídias digitais e explica que a empresa AM4 (maior fornecedora da campanha) não possuía um contrato de prestação de serviços com a empresa que organizou o financiamento coletivo.

Os advogados esclareceram ainda que a empresa AixMobil foi a responsável pelo depósito na conta da campanha e que ela tinha parceria com a AM4. Quanto ao atraso da prestação de contas, alegou que o TSE demorou para processar dados com o detalhamento de informações dos doadores e que não é responsabilidade da campanha se algumas pessoas vetadas pela legislação fizeram doações.

Por fim, a defesa se comprometeu a devolver a quantia doada que for considerada irregular.

Agora, a área técnica do TSE irá elaborar um parecer final para embasar o voto de Barroso. As contas deverão ser julgadas pelos sete ministros do tribunal até a data da diplomação do presidente eleito, marcada para o dia 10 de dezembro.

Fonte: Jovem Pan

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