Alegações finais e recesso devem levar sentença de Lula sobre sítio de Atibaia para o ano que vem

ReproduçãoNa quarta-feira (14), a juíza Gabriela Hardt interrogou o ex-presidente Lula durante quase três horas

Sentença sobre processo envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em relação ao sítio de Atibaia deve sair apenas no ano que vem. Isso é o que prevê o advogado da área de Direito Criminal e professor da Fundação Getúlio Vargas, Celso Vilardi.

De acordo com o especialista, isso deve ocorrer pelo tempo normal das próximas fases do processo, com as alegações finais do Ministério Público e da defesa, além do tempo do recesso de fim de ano do Judiciário.

Na primeira condenação, sobre o apartamento do Guarujá, entre o depoimento dado ao juiz Sergio Moro em maio do ano passado, e a sentença, em julho, passaram-se cerca de dois meses. Com isso, como salientou o professor Celso Vilardi, há a chance de que a sentença sequer seja proferida pela juíza Gabriela Hardt.

Hardt é a substituta de Sergio Moro, que deixou a 13ª Vara da Justiça Federal do Paraná para ser ministro da Justiça e Segurança do governo de Jair Bolsonaro. Isso significa que ela, como substituta, fica à frente dos processos da Lava Jato até que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região selecione novo nome.

Nesta quarta-feira (14), a juíza Gabriela Hardt interrogou o ex-presidente Lula durante quase três horas. No depoimento, Lula reforçou que sua condenação sobre o apartamento do Guarujá, bem como as acusações do sítio de Atibaia não passam de farsa promovida pelo Ministério Público para tirá-lo de concorrer às eleições.

Vale lembrar que há outro processo contra Lula na 13ª Vara Federal do Paraná pronto para receber sentença. A ação trata do recebimento de suposta propina de quase R$ 13 milhões paga pela Odebrecht ao ex-presidente por meio de um terreno que seria instalado o Instituto Lula e um apartamento cobertura em São Bernardo do Campo.

Fonte: Jovem Pan – *Informações do repórter Fernando Martins

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