70% dos agressores de idosos são membros da própria família, aponta livro

O Conselho Estadual de Defesa dos Direitos dos Idosos (Cededipi) lançou no último dia 31 a segunda edição do livro “Os idosos são o futuro”, publicação que traz artigos sobre temas como saúde, direito, tecnologia, relação da sociedade com o idoso, sob a perspectiva de quem tem mais de 60 anos.

Organizado pela defensora pública Sandra Alves, que preside o conselho, o livro traz 13 textos com dados, números e reflexões, que levam o leitor a pensar sobre a chamada “melhor idade”. Num dos artigos, o advogado, administrador de empresas e especialista em gestão pública, Jerônimo Urei, informa que de 2013 e 2016, o Conselho Municipal de Cuiabá, recebeu 523 denúncias sobre violência e que, em 70% dos casos, o agressor era um integrante da família.

Essa realidade levou o Ministério Público Estadual, outros órgãos e instituições a criarem uma rede de proteção, a debater o tema e a criar um fluxograma de atendimento para idosos vítimas de violência. “Porém, além do fluxograma, conhecer as atribuições de cada instituição foi um marco inicial para ampliar a tutela dos direitos dessa parcela da população com eficiência e celeridade”, afirma o autor do texto.

Ele lembra ainda que um grande trabalho a ser feito nesse campo é a “transposição das barreiras que impedem os idosos de denunciarem os maus tratos” e continua: acreditamos que para cada denúncia existam outras cinco que não são registradas.

A defensora Sandra Alves lembra que a intenção da primeira edição do livro foi a de levar informações acessíveis sobre diversas áreas que afetam a vida dos idosos. “A repercussão foi muito boa e assumimos o desafio de produzir a segunda. O livro é formado por artigos escritos pelos conselheiros em sua área de trabalho e convidados, como o jornalista e articulista Onofre Ribeiro. Falar sobre os idosos é necessário pois é o nosso amanhã. A população de idosos aumenta ano a ano e precisamos discutir o tema”.

Sandra explica que a segunda edição rodou 500 exemplares e que eles serão comercializados a preço de custo: R$ 12, valor que será usado para o custeio da impressão e edição. Os escritores não serão remunerados, já que doaram o trabalho para o projeto. (Com informações da Assessoria)

Fonte: GD

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