Bolsonaro critica mudanças na campanha de Haddad

Candidato do PSL acusou adversário de tentar se aproximar dos planos defendidos pelo próprio deputado

Bolsonaro fez as críticas durante uma transmissão ao vivo na rede socialBolsonaro fez as críticas durante uma transmissão ao vivo na rede social – Reprodução / Facebook

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, acusou seu adversário na disputa, o petista Fernando Haddad, de mudar o teor e as propostas de sua campanha para se aproximar dos planos defendidos pelo próprio Bolsonaro: “Daqui a pouco (Haddad) vai dizer que é Bolsonaro 17”, disse, ironicamente.

A afirmação foi feita durante discurso de 16 minutos transmitido ao vivo pelo Facebook na noite desta quinta-feira.

“Ele já mudou as cores do seu partido, não tem mais vermelho, agora é verde e amarelo, um autêntico camaleão. Passou a defender a família, coisa que ele atacava lá atrás, enquanto ministro da Educação. Vocês lembram do famigerado kit gay. Apagou da sua página oficial a nota de apoio ao governo da Venezuela, defende agora a posse de armas de fogo. Daqui a pouco ele vai dizer que é Bolsonaro 17”, afirmou.

Lula

O candidato do PSL também criticou a retirada de fotos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva do site da campanha de Haddad e a decisão do candidato petista de não ir mais visitar Lula na prisão. Bolsonaro cogitou o motivo pelo qual as visitas foram suspensas: “Não sei se para amenizar e ganhar votos ou se Lula está ficando constrangido com a visita dele, dada a quantidade de mentiras e seu fracasso por ocasião das eleições”, afirmou.

Bolsonaro comentou alguns itens do programa de governo de Haddad. Ao referir-se a uma proposta relativa à imprensa, o candidato afirmou: “Nossos amigos da imprensa, em especial aqueles que não gostam de mim, têm todo o direito de não gostarem de mim, mas não podem fugir da verdade”.

Ao dizer que o PT pretende controlar a liberdade de imprensa, comparou: “Qual a imprensa, de Cuba, da Venezuela, da Coreia do Norte?”

O deputado também criticou medidas previstas pelo programa de governo do PT relativas à segurança pública, ao uso de drogas, à administração penitenciária e aos impostos, entre outros. Ao criticar a proposta de descriminalização do consumo de drogas, ele foi enfático: “Você vai no banheiro do aeroporto tem alguém da empresa aérea fumando cigarrão de maconha, aí você vai entrar no avião e ele está lá”.

Fonte: O DIA (Por Estadão Conteúdo)

Powered by WP Bannerize

Deixe uma resposta