Haddad fala em “criar condições” para nova Constituição em seu eventual governo

Candidato do PT disse que proposta de seu plano de governo sofreu alterações; no documento, coligação diz que “golpe agravou desequilíbrios”

Segundo colocado nas pesquisas de intenções de voto, Fernando Haddad é

Ricardo Stuckert

Segundo colocado nas pesquisas de intenções de voto, Fernando Haddad é “poste de Lula”, segundo define Bolsonaro

O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, disse na sexta-feira (28) que seu eventual governo vai trabalhar para “criar condições” para a convocação de uma Assembleia Constituinte Exclusiva.

Durante ato de campanha em Goiânia, Fernando Haddad confirmou que colocará em prática a proposta de alterar a Constituição, conforme prevê seu plano de governo. O candidato, no entanto, disse que o texto sofreu alterações, que não foram detalhadas.

“Isso já foi mediado. Quando o PCdoB passou a integrar a chapa, houve uma alteração no texto para criar as condições da convocação de uma assembleia exclusiva”, afirmou Haddad, conforme reportado pelo jornal Folha de S.Paulo .

No plano de governo do petista está escrito que um novo processo constituinte é “necessário” para “assegurar as conquistas da Constituição de 1988, as reformas estruturais e das instituições preconizadas” por sua equipe. “O governo Haddad participará, logo após a posse, da elaboração de um amplo roteiro de debates sobre os grandes temas nacionais e o sobre o formato da Constituinte”, diz o texto.

Um dos fatores que justificam a convocação de uma Assembleia Constituinte “livre, democrática, soberana e unicameral”, segundo o plano de governo de Haddad, são os reflexos do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

“O golpe aprofundou a crise de representação política e agravou o desequilíbrio no sistema de pesos e contrapesos das instituições republicanas. A refundação democrática implicará em mudanças estruturais do Estado e da sociedade para restabelecer o equilíbrio entre os Poderes da República e assegurar a retomada do desenvolvimento, a garantia de direitos e as
transformações necessárias ao País”, aponta o documento.

Fonte: Último Segundo

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