Nova sentença de Lula na Lava Jato só deve sair após segundo turno das eleições

Moro estabeleceu hoje prazo para alegações finais de ação penal que apura vantagens indevida da Odebrecht por meio de terreno para Instituto Lula

Juiz federal Sérgio Moro levou 22 dias para proferir sentença no caso tríplex após receber alegações finais

Reprodução

Juiz federal Sérgio Moro levou 22 dias para proferir sentença no caso tríplex após receber alegações finais

O juiz federal Sérgio Moro fixou nesta sexta-feira (14) prazos para a apresentação de alegações finais da defesa e acusação no  âmbito de ação penal da Operação Lava Jato que tem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como um dos réus.

Sérgio Moro  deu dez dias para o Ministério Público Federal (MPF) apresentar suas últimas considerações acerca do processo que investiga se a compra de um se o terreno em São Paulo e o aluguel de um apartamento em São Bernardo do Campo (SP) são vantagens indevidas oferecidas pela Odebrecht ao ex-presidente. Após isso, a Petrobras terá três dias para entregar suas alegações finais. As defesas de Lula e dos demais sete alvos dessa ação penal terão 13 dias para se manifestarem após a intimação.

No caso tríplex, no qual Moro condenou Lula a cumprir 9 anos e 6 meses de prisão (sentença que depois foi aumentada para 12 anos e 1 mês na segunda instância da Justiça Federal), o juiz de Curitiba levou 22 dias entre o recebimento das alegações finais da defesa e a proferição da sentença. Desse modo, a decisão sobre o futuro do ex-presidente só deve vir após o segundo turno das eleições, agendado para o dia 28 de outubro.

Relembre essa ação penal sob análise do juiz Sérgio Moro

Juiz Sérgio Moro condenou ex-presidente Lula por crimes de corrupção e lavagem no caso tríplex da Lava Jato
Marcos Oliveira/Agência Senado – 29.8.16

Juiz Sérgio Moro condenou ex-presidente Lula por crimes de corrupção e lavagem no caso tríplex da Lava Jato

Nessa ação penal, a força-tarefa de procuradores que atuam na Lava Jato acusa o ex-presidente de ter cometido crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro ao supostamente receber o apartamento nº 121 do residencial Hill House, em São Bernardo do Campo, bem como um terreno para sediar o Instituto Lula. O imóveis, segundo a acusação seriam contrapartidas pagas pela Odebrecht em troca da atuação do ex-ministro Antonio Palocci a favor da empreiteira.

Segundo o Ministério Público Federal, os imóveis foram oferecidos pela construtora a Lula como uma espécie de agradecimento pela manutenção de Renato Duque e de Paulo Roberto Costa em diretorias de interesse da empreiteira na Petrobras.

Além de Lula e de Palocci, também são réus nesse processo o empreiteiro Marcelo Odebrecht, o ex-diretor do setor de realizações imobiliárias da construtora, Paulo Ricardo Baqueiro de Melo, e o empresário Dermeval de Souza Gusmão Filho.

Também figuram na relação de réus o advogado Roberto Teixeira, o ex-assessor de Palocci na Casa Civil, Branislav Kontic, e o engenheiro Glaucos da Costamarques – dono do apartamento em São Bernardo .

A ex-primeira-dama Marisa Letícia também chegou a figurar no quadro de réus dessa ação penal, aberta por Sérgio Moro no fim de 2016, mas a denúncia contra ela foi extinta devido ao seu falecimento, em fevereiro do ano passado.

Fonte: Último Segundo

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