Mauro Savi herda vaga para tentar se reeleger

O deputado estadual Mauro Savi (DEM) ocupará a vaga deixada pelo empresário Jeremias Prado dos Santos (DEM) no pleito eleitoral por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Conforme informações levantadas pela reportagem, a substituição é considerada “natural”.

Ele estava preso por suposta participação em esquema para desvios de R$ 30 milhões no Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), fatos revelados pela operação Bereré.

Porém, partidos têm até 20 dias antes das eleições para substituir nomes, seja por negativa de registro ou simples desistência.

Savi se tornou réu nas operações Bereré e Ventríloquo, porém, não possui condenação em segunda instância, o que o deixa enquadrado na Lei da Ficha Limpa.

A liberdade foi concedida pela maioria dos desembargadores do Tribunal de Justiça (TJMT). Além de Savi, o ex-secretário de Casa Civil, Paulo Taques, o advogado Pedro Jorge Taques e os empresários Claudemir Pereira dos Santos e Roque Anildo Reinheimer também foram soltos. Foram 9 votos a favor das solturas e 8 votos contra.

No mesmo julgamento, o Pleno aceitou por unanimidade a denúncia contra os acusados, incluindo o empresário José Kobori, que já estava em liberdade.

Eles se tornam réus na ação penal oriunda da Operação Bônus, 2ª fase da Operação Bereré, deflagrada pelo Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco-Criminal).

O caso

Ministério Público Estadual denunciou 58 pessoas acusadas de envolvimento com a organização criminosa que operava no Detran.

Dentre elas, estão 7 deputados estaduais, o ex-governador Silval Barbosa, seu chefe de gabinete, Sílvio Cézar Corrêa Araújo, o ex-deputado federal Pedro Henry, e o ex-presidente do Detran, Teodoro Moreira Lopes, o Dóia, que também é delator do esquema.

O processo inicial foi desmembrado. As 6 pessoas que foram pelo Pleno respondem em autos apartados por serem alvos de prisão preventiva.

Destes, apenas Kobori conseguiu revogar a prisão no Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com o MPE, os fatos vieram à tona a partir de colaborações premiadas.

O esquema girou em torno da contratação da empresa responsável pela execução das atividades de registros junto ao Detran dos contratos de financiamentos de veículos com cláusula de alienação fiduciária, de arrendamento mercantil e de compra e venda com reserva de domínio ou de penhor.

Fonte: GD

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