Taques admite não ter cumprido promessas feitas em 2014 e culpa Silval

Em busca da reeleição para governar Mato Grosso por mais 4 anos, o tucano Pedro Taques admite que não conseguiu realizar tudo o que estava previsto em seu plano de governo em 2014 e destaca como um dos fatores a herança deixada pelo antecessor Silval Barbosa. “Admitimos que não foi possível realizar tudo o que estava previsto. Também nunca foi nossa pretensão resolver todos os problemas existentes em apenas 4 anos. Mas é de conhecimento da sociedade mato-grossense que herdamos uma gestão com um cenário corrupção, dívidas e caos fiscal”, justificou Taques no plano de governo apresentado para as eleições de outubro deste ano.

Conforme o candidato, o compromisso firmado em 2014 dizia que o debate com a sociedade proporcionaria “o amadurecimento necessário para o aprofundamento dos compromissos firmados”.

Destaca ainda que a atual gestão foi de aprendizado e eficiência da gestão, uma vez que isso ocorreu em meio a escassez de recursos financeiros, o que levou sua equipe a reexaminar compromissos. “Muitos deles foram cumpridos e entregues à população, alguns foram reavaliados e outros foram criados durante o mandato”, diz trecho do plano.

A carta não cita quais os programas ficaram para trás, mas nomeia outros que foram realizados mesmo tendo sido pensados após a vitória no pleito eleitoral anterior, como a Caravana da Transformação e o programa Endereço Certo, ambos alvos de representações na Justiça em que Pedro Taques teve que se abster de fazer divulgação nas redes sociais, por configurar propaganda eleitoral irregular.

Além de lembrar a “herança” de Silval Barbosa, o plano de governo de Taques também traz como justificativa para o não cumprimento de promessas da eleição anterior a crise econômica de 2015 a 2016 e o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), que aprofundou a recessão por conta da instabilidade política que atingiu o mercado.

No rol de acontecimentos que marcaram negativamente os planos de Taques, o tucano destacou também a greve dos caminhoneiros entre maio e junho de seu último ano de governo, que segundo ele restringiu o avanço nas políticas públicas “quando a economia estava melhorando”. Conforme o documento apresentado aos eleitores, tal fato “comprometeu receitas e determinou resultados inferiores aos esperados na previsão do PIB estadual”.

Apesar disso, Taques garante que não será detido por essas dificuldades e que seus questionamentos à sociedade e que busca atender com o novo projeto de gestão estão relacionados a como viver melhor em Mato Grosso.

Fonte: GD

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