Umidade do ar cai a 9% e Cuiabá chega ao clima desértico

Cuiabá chega ao clima desértico ao registrar Umidade Relativa do Ar (URA) de apenas 9% na tarde desta terça-feira (14). De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o índice é o mais baixo este ano e coloca Mato Grosso em estado de emergência, com várias cidades com URA abaixo de 12%.

Na capital o índice mais baixo até ontem havia sido registrado em julho, quando a umidade chegou a 11%.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), um indicador de 30% da umidade relativa do ar já pode ser considerado estado de atenção. Abaixo dos 20% é considerado estado de alerta e menos de 12% é estado de emergência.

A previsão é de que durante a semana a umidade continue baixa no Estado e os termômetros marquem altas temperaturas. Diante desse cenário, a Prefeitura de Cuiabá, por meio da Defesa Civil, orienta a população sobre as medidas necessárias a serem adotadas durante o período.

De acordo com o diretor Paulo Wolkmer, agosto e setembro são os meses mais secos do ano na capital, por isso nessa época a população deve estar atenta às recomendações para passar por esse período sem grandes problemas de saúde.

Entre as principais recomendações está a suspensão da prática de atividades físicas entre 10h e 16h, inclusive nas escolas, mesmo que as atividades sejam realizadas em quadra coberta. O diretor destaca que a precaução é fundamental para a preservação da saúde e bem estar de todos.

Outro ponto importante nessa época é o aumento no consumo de água e também evitar a exposição direta ao sol. “As pessoas podem amenizar os impactos utilizando guarda-sol, protetor solar, roupas que cubram áreas mais sensíveis”.

Também é indicado que em ambientes fechados faça-se o uso de umidificador, de recipiente com água ou, até mesmo, uma toalha molhada. “Procurar forma de tornar o ambiente mais úmido é importante para garantir a qualidade do ar, especialmente durante a noite”.

Outra dica é que a população evite queimadas. No perímetro urbano as queimadas são proibidas durante todo o ano e, ainda assim, muitos moradores usam o fogo para queimar lixos e até mesmo destruir matagal. “É preciso ter consciência que é crime e muito prejudicial à saúde, principalmente nesta época”.

Cuidados – Tempo seco e baixa umidade relativa do ar exigem cuidados especiais com a saúde, já que são inúmeras as consequências, em especial para as crianças e idosos. Os problemas, segundo médicos, vão desde a ardência e ressecamento dos olhos, boca e nariz, até o agravamento de doenças respiratórias.

Nesta época do ano as principais ocorrências nas unidades de saúde estão ligadas a doenças respiratórias, como rinite alérgica e bronquite, além de problemas na pele, nos olhos e sangramento nasal. A indicação é de que em caso de problemas como esses, a população procure um Posto de Saúde, Policlínica ou hospital mais próxima para atendimento.

De acordo com o geriatra Cláudio Andrade, os idosos são os que sofrem consequências mais graves. Ele explica que em seu consultório os sintomas mais comuns relatados pelos pacientes são nariz escorrendo, dor de garganta, febre, tosse seca e dores no corpo. Nos casos mais graves o paciente pode chegar a ter febre.

Para evitar ou amenizar estes sintomas, ele explica que é fundamental manter o corpo sempre muito bem hidratado e, para isso, basta ingerir bastante líquido durante o dia todo.

O médico recomenda ainda que sejam incluídas na alimentação verduras e frutas que vão auxiliar na hidratação do corpo e também na reposição de vitaminas necessárias para a boa saúde. “Alimentos ricos em vitamina C, por exemplo, ajudam na imunidade gerando maior resistência a doenças”.

Entre os alimentos com maior concentração de vitamina C estão o limão, caju, laranja e as folhas verdes.

Fonte: GD (Dantielle Venturini, repórter de A Gazeta)

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