Alckmin depõe em investigação sobre suspeita de caixa 2 em eleições anteriores

Apurações envolvem o recebimento de cerca de R$ 10,2 milhões em caixa 2 pagos pela empreiteira Odebrecht; ex-governador negou as acusações

Promotoria de Patrimônio Público investiga supostas práticas de improbidade administrativa de Geraldo Alckmin

Divulgação

Promotoria de Patrimônio Público investiga supostas práticas de improbidade administrativa de Geraldo Alckmin

O ex-governador de São Paulo e candidato à Presidência pelo PSDB , Geraldo Alckmin, prestou nesta quarta-feira (15) à tarde depoimento ao Ministério Público de São Paulo no inquérito que investiga caixa 2 nas campanhas eleitorais de 2010 e 2014. Alckmin prestou depoimento por uma hora e na saída evitou falar com jornalistas.

Benedicto Barbosa Jr., um dos executivos da Odebrecht que delatou o ex-governador, afirmou que foram entregues à campanha do PSDB no estado “R$ 10 milhões em caixa dois pelo sistema de operações estruturadas” da empreiteira.

O sistema de operações estruturadas é o nome como os executivos se referenciam ao setor da empresa responsável pelo pagamento de propinas a políticos.

Mais cedo, ao participar de uma sabatina a respeito de suas propostas para Educação, em São Paulo, o tucano afirmou que era “dever de quem está na vida pública cotidianamente prestar contas”. “Vou esclarecer o que quiserem que esclareça. As minhas campanhas sempre foram modestas e rigorosamente dentro da lei”, ressaltou o candidato do PSDB .

A assessoria do Ministério Público de São Paulo informou que não comenta a investigação, que corre sob segredo de Justiça.

Investigação contra Geraldo Alckmin chegou a sair da Procuradoria

Geraldo Alckmin afirmou que era “dever de quem está na vida pública cotidianamente prestar contas”
Alexssandro Loyola/Lid. do PSDB na Câmara – 13.12.17

Geraldo Alckmin afirmou que era “dever de quem está na vida pública cotidianamente prestar contas”

Em maio, Giampaolo Smanio, o procurador-geral de Justiça do estado de São Paulo, retirou da promotoria do Patrimônio Público do estado a investigação que apura as supostas ilegalidades do ex-governador.

Cinco dias depois, após criticas do promotor responsável pela investigação, Ricardo Manuel Castro, Smanio decidiu devolver o processo à mesma promotoria . Ele chegou a enviar um documento à Smanio em que expressava sua insatisfação com a medida do procurador-geral, que é seu chefe na hierarquia do Ministério Público.

No texto, afirmou que a decisão vai na “contramão das decisões tomadas pelo Supremo Tribunal Federal em restringir o foro privilegiado”, lembrando, ainda, que o ex-governador tucano já não tem direito ao benefício. Ele ameaçou, ainda, que iria acionar o Conselho Nacional do Ministério Público caso a decisão fosse mantida. Para Castro, Smanio desobedeceu as atribuições de seu cargo na decisão de retirar da promotoria a investigação contra Geraldo Alckmin.

Fonte: Último Segundo

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