Fagundes lembra que foi rechaçado por Taques, mas ajudou a reduzir crise no Estado

Apesar de defender uma campanha eleitoral sem ataques, em que cada candidato aja com altivez e “protegido por Deus”, o candidato ao governo do Estado, senador Wellington Fagundes (PR), fez questão de lembrar que na última eleição geral, em 2014, não apoiou nenhum candidato porque “não acreditava em alguém governar com absolutismo, com sectarismo”, se referindo ao governador e candidato à reeleição Pedro Taques (PSDB).

Em seu discurso de lançamento na convenção partidária, neste domingo (5), o republicando também lembrou que teve sua oferta de apoio recusada pelo Taques, mas que, mesmo assim, seu trabalho ajudou a atual administração a aliviar situação de crise econômica.

“Após a eleição, na diplomação, fui lá, fiz o penúltimo discurso e disse ao governador eleito: ‘Governador, os problemas e adversidades da campanha ficam pra trás. Quero aqui estender a minha mão, como senador da República, pra ajudar o seu governo porque o seu governo é o governo de todos nós mato-grossenses. O sucesso de qualquer governante é o bem da população’. Mas infelizmente ele disse que não precisava de senador pra ir a Brasília, portanto, também me rechaçou”, relatou.

Fagundes disse que não aceitou a recusa do então governador recém-empossado e que continuou “perseverando” por entender que tinha a responsabilidade com seus eleitores. “Essa confiança nós temos que retribuir com muito trabalho. E assim fiz. Não fosse essa luta pra trazer recursos pra Mato Grosso, que hoje eu sou o relator da lei Kandir, provavelmente a situação de caos do Estado era muito maior porque foi com esse recurso, os recursos da repatriação, que conseguimos junto com a bancada, trazer condições do governo pelo menos pagar os salários dos servidores públicos, que às vezes ficam aí numa situação de penumbra”, asseverou.

No discurso, Fagundes se referia ao projeto de lei complementar relatado por ele que propõe alterações na Lei Kandir, aumentando o valor do Auxílio Financeiro para Fomento das Exportações (FEX) para Mato Grosso, que pode passar a receber cerca de R$ 500 milhões por mês com a mudança.

No final do ano passado, ele também atuou nas articulações para que o presidente Michel Temer (MDB) sancionasse uma lei que liberou R$ 1,9 bilhão do FEX para os Estados, sendo R$ 496 milhões a cota de Mato Grosso. Na ocasião, o governador Pedro Taques reconheceu que os recursos seriam usados para socorrer o Estado no momento de crise e admitiu a articulação da bancada federal no processo de obtenção dos valores. (Colaborou Janaiara Soares, repórter do jornal A Gazeta)

Fonte: GD

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