Corte Arbitral do Esporte rejeita recurso e ex-número 2 da Fifa segue banido do futebol

Ex-secretário-geral francês Jerôme Valcke está proibido de participar de qualquer atividade ligada ao esporte nos próximos dez anos. Dirigente também foi multado em 100 mil francos suíços.

Jerôme Valcke segue banido do futebol
Jerôme Valcke segue banido do futebol – Reprodução

Suíça – A Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) rejeitou nesta sexta-feira o recurso feito pelo francês Jérôme Valcke, ex-secretário-geral da Fifa, e manteve a punição de 10 anos banido de qualquer atividade ligada ao futebol e uma multa de 100 mil francos suíços (R$ 376 mil). O órgão sediado em Lausanne, na Suíça, explicou em nota oficial a decisão.

“As infrações cometidas por Jérôme Valcke foram acumulativamente graves e que, em consequência, as sanções foram plenamente proporcionais”, afirmou a CAS, que recebeu o pedido de recurso do ex-dirigente em outubro do ano passado. Valcke, que nega qualquer delito, tentava anular a pena que recebeu.

Jérôme Valcke foi afastado das suas funções na Fifa em setembro de 2015, acusado em um processo de revenda de ingressos para a Copa do Mundo de 2014, no Brasil. No dia 14 de fevereiro de 2016, foi demitido do cargo. Em fevereiro do ano passado, o CAS o suspendeu de qualquer atividade ligada ao futebol por 12 anos, além da multa. Depois do primeiro recurso feito ainda em 2017, a pena foi reduzida para 10 anos.

O ex-dirigente ficou muito conhecido no Brasil por causa de sua atuação na Copa do Mundo de 2014. Braço direito do então presidente da Fifa, o suíço Joseph Blatter, uma de suas missões era coordenar o processo de desenvolvimento do Mundial no Brasil, analisando prazos, fiscalizando as obras em estádios e se reunindo com autoridades brasileiras, entre outras funções.

A punição a Jérôme Valcke tem como base as violações dos artigos 13 da Fifa (regras gerais de conduta), artigo 15 (fidelidade), artigo 16 (confidencialidade), artigo 18 (dever de informação, cooperação e comunicação), artigo 19 (conflito de interesses), artigo 20 (oferta e aceitação de presentes e outros benefícios) e artigo 41 (obrigação das partes a colaborar) do Código de Ética da Fifa.

Fonte: O DIA (Estadão Conteúdo)

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