Zeca Viana diz que Mendes não valorizou o PDT e ameaça retirar apoio

Defensor de uma chapa majoritária em que Adilton Sachetti (PRB) constasse como pré-candidato ao Senado, o que não se concretizou com a escolha do pré-candidato ao governo, Mauro Mendes (DEM), pelo ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD), o presidente do PDT, deputado estadual Zeca Viana, não descarta conversar com senador Wellington Fagundes (PR), também pré-candidato ao governo do Estado, e retirar seu partido da chapa encabeçada pelo DEM.

“É possível sim. Eu não descarto essa possibilidade”, disse Viana ao Gazeta Digital, nesta quinta-feira (26). Ele afirmou que irá conversar com o ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta (PDT), até então cotado para ser vice de Mauro, e também levará a ideia para uma reunião partidária, que ocorrerá no sábado (28). “Como o Mauro não valorizou o partido, então não tem porque a gente ficar defendendo muito ele”, justificou o pedetista.

O parlamentar se diz “sentido” com a situação gerada entre Sachetti e Fávaro e afirma que o ex-vice-governador foi colocado “goela abaixo” na chapa pelo MDB, que se aliou a Mendes recentemente, em detrimento de outros partidos que conversavam com o grupo e preferiam Sachetti. “Eu não sei que acordo o MDB fez com Fávaro pra ele empurrar goela abaixo pro Mauro porque o PSD está dividido. A maioria dos deputados lá são Pedro Taques (PSDB), não são Mauro”, disse.

Resquícios do governo

Zeca Viana acredita que a candidatura de Mauro Mendes “melindrou bastante” e ficou “fragilizada”. Isso porque o DEM até pouco tempo estava junto com o governador Pedro Taques. Além disso, Fávaro também fazia parte do governo e os deputados estaduais do PSD ainda apoiam o governador e seu projeto de reeleição.

“O DEM já é um partido que veio de baixo da saia do governo até poucos dias atrás. Aí pega o PSD também, então, ficou bastante melindroso pra nós que somos oposição. Eu sinceramente estou chateado”, lamentou.

Viana critica o fato de Mauro Mendes ter construído uma “chapa mista” ao juntar partidos que foram governistas com outros que sempre foram oposição a Taques. “O Mauro misturou tudo […] A gente precisa de uma chapa mais autêntica pra pontuar os erros do governo, que a gente sempre pontuou. A gente fica até sem moral pra pressionar o governo porque ele [Mauro] está lá com o vice-governador do lado. Ainda tem secretário que era do PSD junto com o governo”, lembrou, se referindo a Domingos Sávio.

Candidatura própria

Diante da insatisfação com o rumo que a chapa de Mendes tomou, o presidente do PDT pensa até mesmo na possibilidade de seu partido voltar ao projeto de candidatura própria. Mas acredita que a lealdade de Otaviano Pivetta seria um empecilho a isso. “Se o Pivetta topasse, mas eu não acredito que o Pivetta tope esse desafio porque ele respeita demais o Mauro. Mas se ele topasse, sem sombra de dúvidas”.

Caso a ideia se concretizasse, Viana afirma que poderia até mesmo compor com os partidos que também apoiam Adilton Sachetti para o Senado e não ficaram satisfeitos com a escolha do DEM por Fávaro. Segundo ele, estão nesse grupo o Pros, o PV e o PSC, partidos que ainda não fecharam com Mauro e, agora, estão menos propensos ainda à aliança. “Mauro vai ter que rebolar mais pra conquistar esses partidos”, avaliou.

Fonte: GD (Celly Silva)

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