Janaína fala em censura ao MBL e diz que esquerda criou o ‘perigo das fake news’

Cotada para ser vice na chapa de Jair Bolsonaro, advogada esquenta o debate nas redes sociais ao questionar medida do Facebook

A decisão do Facebook de tirar remover 196 páginas e 87 perfis utilizadas por membros ao grupo de extrema-direita Movimento Brasil Livre (MBL) ainda causa polêmica. A advogada Janaína Paschoal, cotada para ser vice na chapa encabeçada por Jair Bolsonaro, do PSL, esquentou o debate em torno do tema, ao considerar que a medida tomada pela rede social foi censura disfarçada de notícias falsas.

“A maneira politicamente correta de censurar passou a ser impedir “fake news”!”, escreveu a advogada em sua conta no Twitter. “Por que as páginas que veiculam que Venezuela e Cuba são democracias continuam no ar? Alguém explica!!!”, questionou em outro comentário.

Coautora da ação que resultou no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, Janaína, que esteve na convenção que oficializou a candidatura de Bolsonaro, atribuiu à esquerda a propagação do risco das notícias falsas.

“Os companheiros estavam acostumados a neutralizar a divergência nas redações e universidades. Vieram as redes sociais e eles as usaram para aumentar a dominação; mas logo perceberam que surgiu um espaço também para os neutralizados! Aí criaram o “perigo” das “fake news”! BOO!”

A advogada criticou o fato de a esquerda comemorar a decisão do Facebook. “Se tivessem retirado do ar todas as páginas de esquerda, eu jamais comemoraria, pois defendo a liberdade de manifestação. O fato de ter gente comemorando a retirada das paginas de direita só expõe o perfil totalitarista desse pessoal! Eles não têm limites!”, postou Janaína, que ainda não decidiu se aceitará o convite para ser vice-candidata.

Pré-candidato à Presidência pelo PSOL, Guilherme Boulos também usou as redes sociais para cobrar uma aprofundamento nas investigações envolvendo o MBL. “O Facebook finalmente desativou 196 páginas e 87 contas ligadas à rede criminosa de calúnias e fakenews que atende pelo nome de MBL. Agora é preciso investigar quem financiou e financia essa turma”, escreveu no Twitter.

Em nota oficial, o MBL considerou arbitrária a decisão do Facebook. O movimento alega que muitas contas bloqueadas possuem “dados biográficos estritos” que contêm “informações verificáveis”, o que torna “absurda a acusação de que se tratavam de notícias falsas”. O grupo informou ainda que vai “utilizar todos os recursos midiáticos, legais e políticos que a democracia nos oferece para recuperar as páginas derrubadas e reverter a perseguição sofrida”.

Na quarta-feira, o Procurador da República Ailton Benedito de Souza cobrou explicações do Facebook sobre a remoção das páginas e perfis do MBL. O prazo para a empresa responder é de 48 horas.

Ver imagem no TwitterFonte: O TEMPO

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