Bezerra reafirma apoio a Fávaro e diz que conversa com Taques prejudicou Sachetti

Deputado federal e cacique do MDB em Mato Grosso, Carlos Bezerra (MDB) acredita e defende que a última vaga ao Senado na chapa encabeçada pelo ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (DEM), fique com o ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD).

Em conversa com a reportagem, Bezerra afirmou que a pré-campanha de Fávaro já está bem adiantada e construiu apoios importantes para a candidatura.

“O Fávaro deve ficar com a vaga porque as conversas já estão bem adiantadas, ele está em campanha com muitos apoios. O Adilton Sachetti (PRB) [deputado federal] demorou muito e isso o atrapalhou”, disse Bezerra.

“Ele foi abrir conversa com o governador Pedro Taques (PSDB) e depois voltou para cá. E neste tempo compromissos foram sendo firmados e na política, compromissos são cumpridos”, justifica.

Perguntado qual a preferência do MDB, Carlos Bezerra foi taxativo: “nós defendemos o nome do Fávaro porque nos procurou e está fazendo a sua pré-campanha bem. Os 2 tem qualidades, mas o Adilton demorou demais para se decidir”, explica.

Sobre a definição do MDB em apoiar a candidatura de Mauro Mendes, Bezerra afirma que a sigla definirá a data da convenção ainda nesta semana para bater o martelo.

“Nós vamos definir isso na convenção do partido, mas a conversa está bem adiantada com Mauro Mendes, Acredito que seja esse o encaminhamento. Mas vamos aguardar as convenções para tomar a decisão final”, disse.

Sobre as candidaturas proporcionais, o MDB defende a criação de um ‘chapão’ para a disputa à Câmara Federal e Assembleia Legislativa. “Será um chapão de deputados federeais e estaduais. Isso vai facilitar a coligação eleger um bom número de parlamentares”, analisou.

O MDB que esteve na oposição durante os 3 últimos anos do governo Pedro Taques (PSDB), decidiu abrir diálogo no início do mês com o grupo de dissidentes do governo, liderados pelo DEM e PDT. Com isso, o MDB deixou o palanque da oposição, liderado pelo senador Wellington Fagundes (PR).

A aliança entre MDB e DEM, é a aposta de Taques para tentar conseguir a reeleição, já que as duas legendas sempre foram adversárias no Estado. Na prática, Taques tenta imitar o ex-governador Dante de Oliveira (PSDB), já falecido, que em 1998 conseguiu derrotar as duas siglas após uma aliança entre ambas.

Fonte: GD

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