Zuquim desmembra Bereré e julga Savi e Paulo taques em processo separado

O desembargador José Zuquim, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desmembrou a ação penal oriunda da Operação Bereré, que apura fraude e corrupção de R$ 30 milhões do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT).

O deputado estadual Mauro Savi (DEM), o ex-chefe da Casa Civil Paulo Taques e seu primo, o advogado Pedro Jorge Taques, além dos empresários Valter Kobori, Claudemir Pereira dos Santos e Roque Anildo Reinheimer responderão separado dos demais acusados.

“Aos 04 dias do mês de julho de 2018, faço remessa destes autos ao DEJAUX – Departamento Judiciário Auxiliar, para efetuar o desmembramento em face dos réus Mauro Luiz Savi, Pedro Jorge Zamar Taques, Paulo Cesar Zamar Taques, Valter Kobori, Claudemir Pereira dos Santos e Roque Anildo Reinheimer, conforme fls. 450/451-tj”.

O caso – Segundo os autos, após as operações Bereré e Bônus, processo foi formulado e entre os denunciados estão 7 deputados estaduais, um ex-governador e seu chefe de gabinete, um ex-deputado federal, um ex-secretário de Estado e um ex-chefe de autarquia.

Da Assembleia Legislativa, foram denunciados: o presidente do Parlamento Estadual, José Eduardo Botelho (DEM) e os deputados Mauro Luiz Savi (DEM), José Domingos Fraga Filho (PSD), Wilson Pereira dos Santos (PSDB), José Joaquim de Souza Filho (PSDB), Ondanir Bortolini (PSD) e Romoaldo Aloisio Boraczynski Júnior (MDB).

Também figuram como réus o ex-governador Silval da Cunha Barbosa, o ex-deputado federal Pedro Henry, o ex-presidente do Detran, Teodoro Moreira Lopes e o ex-chefe de gabinete do ex-goveranador, Sílvio Cézar Corrêa Araújo

De acordo com o MPE, os fatos vieram à tona a partir de colaborações premiadas. O esquema girou em torno da contratação da empresa responsável pela execução das atividades de registros junto ao Detran dos contratos de financiamentos de veículos com cláusula de alienação fiduciária, de arrendamento mercantil e de compra e venda com reserva de domínio ou de penhor.

Na ocasião, para obter êxito na contratação, a empresa se comprometeu a repassar parte dos valores recebidos com os contratos para pagamento de campanhas eleitorais. Estima-se, que foram pagos cerca de R$ 30 milhões em propinas.

Veja os denunciados


Fonte: GD (Arthur Santos da Silva)

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