Selma descarta aliança com PR e ameaça retirar candidatura ao senado

Pré-candidata ao senado pelo PSL, a juíza aposentada Selma Arruda garante que caso ocorra uma aliança com o senador Wellington Fagundes (PR), candidato ao governo do Estado, retirará a sua candidatura. A declaração ocorreu após reunião da cúpula estadual do PSL com Fagundes. “Eu mantenho a posição de não estar e eventual emente de até retirar a minha candidatura caso me forem imposta alguma condição em que eu não me sinta confortável”, disse Selma Arruda em entrevista a rádio Capital FM.

Segundo Selma estaria disposta a trabalhar para Mato Grosso, “mas eu não vou vender a minha alma para isso. Eu estou entrando lá para trabalhar. Se a população depositar essa confiança em mim, pode ter contar com o meu trabalho”, afirmou.

A juíza aposentada também garante que a reunião de ontem (4) não significou nada em termos de coligações. “Nós teriamos inclusives vedações por conta do PCdoB que é um partido de esquerda que está coligado com o PR e ao MDB. E nós temos essa vedação da nacional do PSL”, lembrou.

No entanto, Selma afirmou que o presidenciavel da sigla, deputado Jair Bolsonaro (PSL/RJ), estaria próximo de garantir uma aliança com o PR, tendo o pastor Magno Malta (PR/ES) como candidato a vice-presidente.

“Mesmo que isso aconteça, falamos com o Jair Bolsonaro que foi bastante claro conosco, no sentido de deixar os Estados livres pra compor as coligações que forem mais adequadas e que tiver melhor possibilidade de eleição dos candidatos da nossa sigla”, explicou.

No encontro, Selma revelou que Fagundes chegou a argumentar da possibilidade da aliança, mesmo com o MDB junto e que isso não teria problema de convivência entre os candidatos. Porém, Selma descarta a possibilidade. “Continuo com as minhas restrições, eu não me sentiria a vontade em coligar com o MDB. Se houver imposição eu não concorro”.

Nos bastidores, o PSL estaria mais preocupado em reeleger o deputado federal Victório Galli do que a própria juíza aposentada. Isso porque a distribuição dos Fundos Partidários e Eleitoral, assim como o tempo de rádio e televisão, são com base na quantidade de deputados federais que cada legenda possui. Com isso, a cúpula nacional do PSL, prefere eleger mais deputados federais do que senadores.

Diante disso, Galli estaria buscando a melhor composição que garanta sua reeleição, em uma chapa de deputados federais forte.

Fonte: GD (Pablo Rodrigo)

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