Victório Galli tenta aliança com grupo de Wellington Fagundes

Presidente estadual do PSL e coordenador da campanha do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL/RJ), o deputado federal Victório Galli não descarta e se mostra até empolgado com uma possível aliança do senador Wellington Fagundes (PR), pré-candidato ao governo de Estado pela oposição.

A possibilidade, não descartada por Galli, tem ganhado força por conta do senador Magno Malta (PR/ES), que pediu a Bolsonaro mais um tempo para decidir se aceita ser vice dele na corrida ao Palácio do Planalto. “Existe sim essa grande possibilidade do pastor Magno Malta ser vice da nossa chapa à presidência. E isso engrandeceria ainda mais a campanha do Bolsonaro. Enquanto isso, vamos conversando com todo mundo aqui”, disse.

Perguntado se uma aliança com o PR de Fagundes, tendo o MDB na coligação, não iria contra as restrições impostas pela juíza aposentada e pré-candidata, Selma Arruda (PSL), de que não subiria em palanque de pessoas delatadas ou com problemas na justiça, Galli foi taxativo. “Quem vai definir a aliança em Mato Grosso é a direção nacional. A única orientação é que não vamos coligar com partido de esquerda”, garante Galli.

Segundo ele, a restrição que o partido pede é em relação a ficha limpa. “Para a pessoa ser candidata, ela precisa ser ficha limpa. Se não for, será barrada pela justiça eleitoral. Simples assim”, analisa.

Já em relação aos partidos de esquerda, dos principais pré-candidatos ao governo do Estado, todos têm pelo menos uma sigla considerada de esquerda. O governador Pedro Taques (PSDB) já tem garantido o PSB. Já Fagundes conta com o PCdoB na chapa. Mauro Mendes (DEM) também conta com o PDT.

Porém, Galli diz que o partido vem conversando com todos os pré-candidatos e que a definição ficará para o final de julho. “Nós tínhamos um candidato ao governo. mas com a desistência dele resolvemos dialogar com todos”.

Com a aproximação das convenções, o PSL tem cada vez mais deixado de lado as imposições de Selma Arruda para a coligação. O medo dos dirigentes é o partido ficar isolado, já que o tempo de televisão e rádio da sigla é irrisório. Com isso, Galli também teria dificuldades de se reeleger.

Com uma aliança com Fagundes dificilmente a juíza aposentada teria espaço na majoritária, além de ter que dividir o palanque com vários políticos com problemas na justiça o que, para ela, seria inaceitável.

Já o PR, que não tem restrição a ninguém, com certeza colocará Mato Grosso na mesa de negociações caso a dobradinha Bolsonaro/ Magno Malta se concretize.

Fonte: GD

Powered by WP Bannerize

Deixe uma resposta