Roberto Bezerra é lançado pelo PTB a pré-candidato a deputado estadual

“Eu acho que o momento é de novos nomes e as pessoas de bem tem que participar da política”

Presidente do Diretório Municipal do PTB em Cuiabá, Roberto Bezerra, se apresenta como pré-candidato a deputado estadual nas eleições de 2018. Tendo como sua principal base a região do Médio Norte, onde têm importantes serviços prestados, seu nome se fortaleceu, no entanto, em todo o estado por conta do trabalho de reestruturação do partido realizado com vistas às eleições de 2016 em apoio ao Diretório Estadual.

“Eu sou oriundo de uma região que ficou órfã de líder político”, observa Roberto Bezerra que por 10 anos atuou como assessor do ex-deputado Rene Barbour. Durante esse período, desenvolveu um trabalho efetivo no baixo Médio Norte, deixando muito serviço prestado. “A implantação da Unemat e do Hospital Regional foi praticamente liderada por mim, assim como a cobertura de todas as quadras de unidades de ensino estadual da região”, lembra.

Com o fim do mandato do Renê Barbour, conta Roberto Bezerra, ninguém mais da região se candidatou e a população ficou observando a chegada de candidatos de outra região, mas ninguém que realmente os representa. “Aí eu passei a ter um assédio para ser candidato pela região. Em 2015 eu já era filiado ao PTB, mas ainda não militava. Com o adoecimento do Carlos Haddad, o Tuba, o presidente estadual Chico Galindo me pediu para ajudar a estruturar os diretórios para prepará-los para 2016. Eu aceitei e andei 84 municípios estruturando o partido”, pontua.

Roberto Bezerra reconhece que esse trabalho deu envergadura ao seu nome. “Em 2016, com a não recuperação do ex-vereador Carlos Haddad, que era presidente do Diretório Municipal, o Chico Galindo me pediu para tocar o processo e preparar a chapa para eleição em Cuiabá”.

Inicialmente Carlos Bezerra achou que quem deveria assumir a missão seria alguém com mais penetração em Cuiabá, porém Chico Galindo o convenceu mudar de ideia. “O Roberto tem atitude e precisamos de gente com atitude”, ponderou Galindo, naquela oportunidade.

Diante do compromisso, Roberto Bezerra montou a chapa e quase chegando a convenção outra grande perda para o partido que foi a morte do então presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Júlio Pinheiro. “Ele era da nossa legenda e que com certeza seria um dos vereadores mais votado do município. Foi um baque para o partido, mas não podíamos deixar a peteca cair. Continuamos o trabalho”, relata.

Como o PTB tinha um acordo com o PMDB na época, cujo candidato a prefeito da Capital era o Valtenir Pereira, Roberto Bezerra foi a campo, visitando locais públicos e falando que o partido tinha outra alternativa de gestão para Cuiabá, e PTB e PMDB começaram a andar.

“Fomos procurados pelo governador Pedro Taques, mas dissemos a ele que já estávamos em outro processo, até porque apoiamos a eleição do governador e havíamos ficado fora do processo com a decisão de ele nomear apenas técnicos para a gestão”.

Como o nome do Valternir não decolou, o grupo lançou o empresário Donizete da Castrillon. Naquele momento que lançamos o Donizete arregimentamos 18 partidos, já que ele sempre foi um empresário muito querido e competente, mas ele não topou. “Conseguimos ficar com 12 partidos e acabei assumindo a coordenação da campanha do Emanuel Pinheiro”.

Como coordenador político, fiz atendimento aos presidentes de partidos, aos 190 candidatos a vereador, 342 presidentes de bairro entre formais e informais e isso acabou credenciando o meu nome a ser lembrado pelo diretório estadual para as eleições de 2018.

O presidente Chico Galindo, fazendo essa leitura do processo, disse que o nome de Roberto Bezerra deveria ser avaliado porque já era bem conhecido no meio político, teve um papel preponderante na coordenação da eleição do Emanuel, e para o partido ele não participar seria uma perca muito grande para o PTB, porque já ocupou todos os cargos do partido e seria uma retribuição disputar este pleito.

“Como eu não sou filho de pai assombrado, topei. Eu acho que o momento é de novos nomes e as pessoas de bem tem que participar da política. Já elegi gente que eu gostei, já tive decepção, e jamais vou deixar de lutar por dias melhores e não é se omitindo que a gente vai melhorar o mundo que a gente vive. Eu acho que é participando, dando ideias, questionando, abrindo discussão e é dessa forma que eu penso”, define.

Roberto Bezerra também já ocupou cargos na gestão pública como de diretor da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Turismo (Sicmt), onde ajudou a elaborar o projeto incentivo fiscal, e de diretor do Instituto Mato-grossense de Terras (Intermat), onde contribuiu muito com o processo de regularização fundiária. “Tenho uma atuação que me credencia a participar do processo e fica na mão do eleitor avaliar. O meu nome está à disposição do partido”.

Chapa majoritária

O PTB é um dos vários partidos que compõem o arco de aliança que tem como pré-candidato a governado de Mato Grosso o senador Wellington Fagundes (PR). “Não teremos candidatura majoritária, apenas proporcional. Vamos focar nas candidaturas a estadual e federal e no nome de Wellington Fagundes para governo”, antecipa Roberto Bezerra.

Roberto Bezerra lembra que esse arco de aliança com o PR vem desde a eleição de Emanuel em 2016. “O PTB foi o primeiro partido a fazer o levante que trabalharia o projeto de oposição à reeleição do ex-prefeito Mauro Mendes, juntamente com o PMDB. O primeiro candidato desse grupo foi o Valtenir, não deslanchou. O PTB laçou o Donizete da Castrillon, ele não aceitou. Mandaram fazer a pesquisa e o nome do Emanuel foi o melhor avaliado. Chegamos a 12 partidos e o PR compôs esse arco de aliança”.

A primeira opção para a chapa majoritária era o conselheiro do Tribunal de Contas Antônio Joaquim, que se filiaria ao PTB, mas ele não conseguiu a aposentadoria. O segundo nome dentro do grupo era do senador Welligton Fagundes. “E nós estamos trabalhando firmes na construção da candidatura dele que é, disparado, o que tem maior musculatura. Ele já está com o PTB, o MDB que tem o maior tempo de televisão e isso conta muito numa disputa estadual, temos o PR, o PP que vem ser a terceira bancada do Congresso, o PC do B e vários outros de envergadura menor, mas que fortalecem muito o arco de aliança”.

Somente em Cuiabá o PTB vai lançar oito candidatos a deputado estadual e um para federal, que é o Emanuelzinho, filho do prefeito Emanuel Pinheiro. “O nosso diretório é o que mais está contribuindo com candidaturas. Estamos trazendo novos nomes, preparando uma chapa forte e expressiva”, finalizou.

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