Diabetes cresce 92,1% na Capital entre mulheres

Aumentou 92,1% o percentual de mulheres que apresentaram diagnóstico médico de diabetes em Cuiabá. O crescimento ocorreu entre 2006 e 2017 saltando de 3,8% de mulheres diagnosticadas para 7,3%. Os dados fazem parte da pesquisa da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) divulgada na quinta-feira (28) pelo Ministério da Saúde. A capital é a 13ª com maior percentual da doença entre mulheres.

Na comparação com as demais capitais, os homens de Cuiabá apresentaram a segunda menor taxa de diagnóstico médico de diabetes, em 2017, com 4,2% ficando à frente apenas de Palmas (3,7%). No geral, Cuiabá aparece como a 5ª capital com o menor percentual de pessoas com a enfermidade, com 5,8%.

Segundo o Ministério da Saúde, entre 2010 e 2016 o diabetes já vitimou 5.586 pessoas em Mato Grosso. De acordo com o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), o número cresceu 25% no período, saindo de 694 mortes para 868 em 2016. Dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH) mostram que a quantidade de internações caiu de 2.810 em 2010 para 2.318 em 2016.

A endocrinologista Mariana Suzuki, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), afirma que o crescimento do diagnóstico em mulheres deve-se principalmente pela maior procura ao médico. “O homem não costuma visitar muito o médico, não costuma fazer exames preventivos”, diz.

Mas a endocrinologista alerta que a doença é silenciosa e que não costuma vir com sintomas mais significativos, o que sem a devida atenção pode agravar ainda mais. “É uma doença que não tem volta. É preciso procurar o médico para exames de rotina. Geralmente os sintomas são de sede, aumento das idas ao banheiro para urinar, emagrecimento inexplicado, além de visão turva”.

Mariana enfatiza que existem 2 tipos de diabetes. A diabete tipo 1, segundo ela, geralmente ocorre em crianças e tem causas hereditárias. Já a diabete tipo 2 tem como principal fator de risco a obesidade e hábitos não saudáveis.

A dica da endocrinologista é para que as pessoas se atentem ao fator genético e mantenham cuidados com a alimentação, pratique exercícios e adote hábitos saudáveis. “Tem muita gente que acha que diabete está ligada só ao doce. Precisa se ter cuidado com carboidratos, tem muitas pessoas que abusam da comida e de bebidas”, ressalta.

Dados – No país o percentual de homens que apresentaram diagnóstico de diabetes aumentou 54%, entre os anos de 2006 e 2017, saindo de 4,6% para 7,1%. Já em 2017, as mulheres (8,1%) tiveram um crescimento de 28,5% no mesmo período.

A pesquisa trouxe, também, que o indicador de diabetes aumenta com a idade, principalmente entre idosos com mais de 65 anos (24%) e é maior entre os com menor escolaridade, que frequentaram a escola por até 8 anos (14,8%). Entre 2010 e 2016, o diabetes já vitimou com óbitos 406.452 pessoas no Brasil. De acordo com o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), o número cresceu 11,8% no período, saindo de 54.877 mortes para 61.398 no ano de 2016.

Fonte: GD (Aline Almeida)

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