Voto de coronel Nunes não reflete vontade da CBF, diz Castellar Neto

Futuro vice-presidente da CBF critica decisão do atual mandatário

O agora ex-presidente da Federação Mineira de Futebol (FMF) e futuro vice-presidente da CBF, Castellar Guimarães Neto está na Rússia, onde acompanha a Copa do Mundo a convite da confederação brasileira. Ele integra uma comitiva de dirigentes, que conta com uma agenda de trabalho com reuniões institucionais.

No dia a dia dos bastidores do futebol brasileiro, Castellar explica que o voto de coronel Nunes, presidente em exercício da CBF, no Marrocos para sede da Copa do Mundo de 2026 foi uma decisão pessoal, que não reflete a vontade da instituição nacional. Anteriormente acordado com a Conmebol, Nunes deveria ter assinalado seu voto para a candidatura tripla de Estados Unidos, Canadá e México.

“Foi uma escolha pessoal do presidente Nunes que, a meu sentir, não reflete a vontade institucional da CBF, de caminhar todo momento com a Conmebol, em todas as articulações e tratativas políticas da entidade sul-americana. Mas tenho certeza que não houve qualquer tipo de desgaste no Brasil como instituição, sobretudo, por causa da grandeza do futebol brasileiro”, ponderou.

Segundo o dirigente mineiro, o episódio não abalou a relação entre a CBF e a Fifa. “A relação é a melhor possível. Nosso representante na Fifa é o presidente Fernando Sarney, uma pessoa muita articulada, de ótima convivência, uma pessoa de livre acesso, além de outros representantes, como eu nos comitês. O Brasil é um país que é sempre ouvido com muita atenção, tem cinco Copas do Mundo, uma grande história no futebol. Quando o Brasil fala, todos ouvem com a atenção que merece”

Sobre o período na Rússia, Castellar o avalia como positivo. Ele participou da abertura da Casa Conmebol,em Moscou, e esteve também na partida de abertura, entre Rússia e Arábia Saudita, e também nos jogos do Brasil contra a Suíça, em Rostov, e Costa Rica, em São Petersburgo. Ele também vai ao jogo da seleção contra a Sérvia, na próxima quarta-feira, em Moscou.

“Tem sido um momento de muito aprendizado. Estamos no momento mais importante do futebol mundial. É um grande aprendizado, forma de se tratar o torcedor, de organizar o espetáculo. Temos reuniões quase que diárias entre os presidentes para dialogarmos e trocarmos experiência. Tenho certeza que o futebol brasileiro tem muito a aprender para aplicarmos nos campeonatos locais”, destacou.

Depois de quatro anos à frente da FMF, Castellar deixou o posto no último dia 8. Adriano Aro, então seu secretário geral, assumiu o cargo. Castellar, no entanto, segue na federação, agora no cargo de vice-presidente.

Eleito um dos vice-presidentes na chapa de Rogério Caboclo na CBF, Castellar passe a exercer a função no ano que vem. “Na CBF, começo a partir de abril (2019). Na federação, já assumi o cargo de vice-presidente, com a intenção apenas de auxiliar o presidente Adriano (Aro) no que ele achar conveniente.

Ele fez um grande trabalho comigo nesses quatro anos como secretário geral e tem plena competência e preparo. Na CBF, assumo em abril, foi uma grande vitória de Minas Gerais, é a primeira vez que o Estado tem uma pessoa alçada ao cargo de vice-presidente. Não é uma vitória pessoal, mas de Minas Gerais, sobretudo pelo protagonismo que o Estado exerceu nos últimos anos. Tenho certeza que serão quatro anos de muito trabalho e de grande representatividade no nosso Estado”, afirmou.

Fonte: O TEMPO

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