Postos que não derem desconto no diesel poderão ser multados em R$ 9,4 milhões

Em balanço sobre a greve nesta quinta, Padilha garante fiscalização de postos, sendo possível a aplicação de multas e interdição do posto a partir do sábado (2); ministro ainda destacou ‘orçamento apertado’ por acordos

Padilha disse hoje que greve dos caminhoneiros exigiu 'sacrifícios' no orçamento e garantiu diesel mais barato nos postos
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Padilha disse hoje que greve dos caminhoneiros exigiu ‘sacrifícios’ no orçamento e garantiu diesel mais barato nos postos

Autoridades ligadas ao comitê do governo federal para a resolução da crise causada pela greve dos caminhoneiros falaram com a imprensa na noite desta quinta-feira (31). O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, fez um balanço sobre a crise e a solução das demandas da greve, destacando a redução do preço do diesel aos consumidores e as consequências desse acordo.

Segundo ele, o preço do diesel reduzido deve chegar ao consumidor nas bombas de combustível no próximo sábado. “O último item que falta para vigorar são os R$ 0,46 que começa a funcionar no dia 2 de junho, e deve ser obedecido pelos postos. Há penalidades previstas, que não gostaríamos que fossem aplicadas a ninguém”, comentou após 11 dias de greve .

Ainda segundo o ministro, postos que não repassarem desconto poderão ser punidos com “multa de até R$ 9,4 milhões, suspensão de atividade, cassação da licença do estabelecimento e interdição”.

No caso de não obediência, Padilha disse que os consumidores devem buscar o Procon para denunciar o posto . Além disso, garantiu que o Ministério da Justiça irá fiscalizar e punir as empresas que não cumprirem o acordo.

Por fim, o ministro defendeu que a demanda principal do governo de Michel Temer foi restabelecer o abastecimento em todo o País, mas que, para tanto, foi realizado um “sacrifício orçamentário muito grande”, e que “o orçamento ficou muito comprimido em decorrência de acordos que foram assumidos”.

Rodovias federais estão liberadas

Segundo o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Renato Borges Dias, todas as rodovias federais já foram desbloqueadas e não apresentam pontos de bloqueio.

Dias ainda pediu para que caminhoneiros “não se deixem enganar” ao seguir “falsos líderes que usam a categoria que goza do respeito da população para fazer baderna nas rodovias federais”.

Mais cedo, ainda eram vistos pontos de manifestação no Ceará, Santa Catarina, Rondônia, Rio Grande do Sul e no Porto de Santos, em São Paulo.

Dessa forma, o abastecimento de comida, combustível e outros insumos estão voltando à normalização. Sergipe, São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins, Pernambuco e Distrito Federal já estão sentindo a melhora.

Em São Paulo, cerca de 20% dos postos da capital já estavam abastecidos ontem, mas contava com filas longas durante o dia. Caminhoneiros que bloqueavam a refinaria da Petrobrás de Paulínia, que abastece a região metropolitana do estado, prometeram encerrar o cerco até o fim da tarde de quarta.

No Rio de Janeiro, o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência do Município do Rio de Janeiro (Sindcomb) informou que 40% dos postos de gasolina da capital estava abastecidos. No entanto, a procura é grande, o que faz com que alguns postos voltem a ficar com as bombas vazias.

Demandas da greve e lei sancionada

Para reforçar os esforços para o fim da greve , o presidente Michel Temer sancionou a lei que prevê a reoneração da folha de pagamento de setores da economia. No entanto, o trecho que eliminava a cobrança de PIS-Cofins sobre o óleo diesel até o fim deste ano, conforme aprovado pelo Congresso, foi rejeitado.

Fonte: Último Segundo

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