Aeroporto Marechal Rondon está sem combustível e voos podem ser cancelados

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) informou nesta terça-feira (29) que o Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, enfrenta a falta de de querosene para abastecer as aeronaves. Com isso, voos podem ser cancelados. Os estoques de combustíveis do terminal chegaram a um limite crístico por causa da greve dos caminhoneiros que completa 9 dias.

A empresa alertou aos operadores de aeronaves que avaliem seus planejamentos para que cada um possa definir sua melhor estratégia de abastecimento de acordo com o estoque disponível nos terminais de origem e destino.

A Infraero criticou ainda a situação, afirmando que “[…] compreende o direito de manifestação, mas entende que os protestos devem ocorrer sem afetar o direito de ir e vir das pessoas, bem como a segurança das operações aeroportuárias”.

A empresa está em contato com órgãos públicos relacionados ao setor aéreo para garantir a chegada dos caminhões com combustível de aviação aos aeroportos administrados pela empresa. O Exército brasileiro é responsável por escoltar carretas cheias e vazias com o objetivo de normalizar o abastecimento de combustível em Cuiabá e Várzea Grande.

Os aeroportos estão abertos e têm condições de receber pousos e decolagens. Nos terminais em que o abastecimento está indisponível no momento, as aeronaves que chegarem só poderão decolar se tiverem combustível suficiente para a próxima etapa do voo.

Aos passageiros, a Infraero recomenda que procurem suas companhias para consultar a situação de seus voos. Aos operadores de aeronaves, a empresa orienta que planejem seus voos de acordo com a disponibilidade de combustível na rota pretendida.

Dos 13 voos programados até às 8h desta terça-feira em Cuiabá, apenas um havia sido cancelado pela companhia aérea. Além disto, 2 estavam atrasados. Em todo o país, dos 291 programados, 28 foram cancelados e 24 sofreram atrasos.

O 9º dia de protestos dos caminhoneiros continua mesmo após as medidas anunciadas pela presidência da República e pelo governador Pedro Taques (PSDB).

O presidente Michel Temer (MDB) anunciou no domingo que o preço do óleo diesel terá uma redução de R$ 0,46, válida pelos próximos 60 dias. A partir daí, ou seja, daqui a 2 meses, só haverá reajustes mensais.

O presidente também anunciou medida provisória para que seja cumprida em todo o território nacional a isenção da cobrança do eixo suspenso nos pedágios das rodovias federais, estaduais e municipais.

Já o governo do Estado informou, na tarde de segunda-feira, que vai congelar o Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF) dos combustíveis, que serve como base de cálculo para efeito de tributação do ICMS.

Fonte: GD

Powered by WP Bannerize

Deixe uma resposta