Greve dos caminhoneiros faz Sérgio Moro adiar audiências sobre sítio de Lula

Juiz federal classificou a manifestação da categoria como “legítima”, mas diz que bloqueio das vias é “questionável” e pediu “bom senso” aos envolvidos

Juiz concluiu que a greve dos caminhoneiros poderia prejudicar o deslocamento entre as cidades e dentro de Curitiba
Reprodução

Juiz concluiu que a greve dos caminhoneiros poderia prejudicar o deslocamento entre as cidades e dentro de Curitiba

A  greve dos caminhoneiros já chega ao quinto dia e os reflexos dos bloqueios nas rodovias faez o juiz Sergio Moro cancelar as audiências de testemunhas no caso do sítio de Lula previstas para acontecer na segunda-feira (28). Um dos ouvidos seria o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

O juiz concluiu que a greve dos caminhoneiros poderia prejudicar o deslocamento entre as cidades e até mesmo dentro de Curitiba, onde o expediente da Justiça Federal chegou a ser cancelado.

“Há um movimento de paralisação de motoristas de caminhões nas estradas brasileiras. Há uma pauta de reivindicação legítima da respeitável categoria e que deve ser avaliada pelas autoridades competentes. No entanto, o prolongamento excessivo da paralisação e que inclui o questionável bloqueio de rodovias tem gerado sérios problemas para a população em geral, com prejuízos principalmente para o abastecimento de alimentos e combustíveis nas cidades”, escreveu o magistrado.

Sérgio Moro ainda escreveu na decisão que espera que a situação seja resolvida pacificamente. “Espera-se que prevaleça o bom senso dos envolvidos, com a normalização da situação e antes que ocorram episódios de violência”, afirmou o juiz.

Greve está no quinto dia

Embora o governo federal e os líderes de associações de caminhoneiros tenham chegado, na noite dessa quinta-feira (25), a um acordo para suspender temporariamente os protestos e os bloqueios nas estradas , a parelisação dos caminhoneiros não tem previsão de, efetivamente, acabar. Isso porque muitos membros da categoria afirmam que não se sentem representados por tais líderes que negociaram com o governo Temer.

Portanto, além das manifestações, que continuam acontecendo em diversos pontos do País, as consequências da paralisação da categoria, com o comprometimento do abastecimento de diversos setores da economia brasileira, seguem gerando caos em todo o Brasil.

Pela manhã, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou à imprensa que não havia registrado, até perto das 8h, nenhuma desmobilização. O fim da greve também pareceu distante para quem teve que acordar cedo e trafegar pelas vias comprometidas em todo o País.

Também nesta quinta-feira (25), o governo de Michel Temer decidiu autorizar o emprego das Forças Armadas para desobstruir estradas bloqueadas pela greve dos caminhoneiros . Em pronunciamento, o presidente criticou o que chamou de “minoria radical” de caminhoneiros e afirmou que o governo teve “coragem” para dialogar com a categoria e agora “terá a coragem de exercer sua autoridade”.

Fonte: Último Segundo

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