PSD vai punir ‘desobedientes’ que apoiarem Taques, afirma Neurilan Fraga

Depois da crise gerada com a decisão do PSD de deixar a base do governador Pedro Taques (PSDB), inclusive, com a renúncia do vice-governador Carlos Fávaro, que disputará o Senado pelo grupo de oposição, uma nova disputa interna deve surgir nos próximos dias, na agremiação. Apesar da orientação partidária de não apoiar o tucano numa possível reeleição, os deputados estaduais afirmam que continuarão aliados do Executivo Estadual.

Diante da situação, o presidente do Conselho de Ética do PSD Mato Grosso, Neurilan Fraga, afirmou que vai editar uma resolução prevendo sanções aos filiados que não seguirem a orientação determinada na reunião ampliada do partido, realizada em 21 de março. À ocasião, a legenda se declarou independente da gestão Pedro Taques.

“Eu solicitei ao secretário do partido que entrasse em contato com nossa Executiva Nacional e pedisse a resolução que determina que os membros e candidatos do partido sigam a orientação do partido. Então nós devemos estar recebendo na próxima semana, aí vamos baixar uma resolução estadual, baseado na nacional”, explica Fraga.

Após a declaração de independência política em relação ao atual governo, os deputados estaduais Gilmar Fabris, Ondanir Bortolini, o Nininho, Pedro Satélite e Wagner Ramos se mostraram insatisfeitos e chegaram a ameaçar deixar o partido, o que não ocorreu até o momento. Eles continuam no partido e seguem adotando uma postura pró-governo. Por conta disso, caso não mudem a conduta, podem ser punidos após a resolução ser publicada.

Quem já sofreu as consequências de se manter ao lado de Taques foi o secretário de Estado de Ciência e Tecnologia chefe de gabinete do governo, Domingos Sávio. Após não entregar o cargo ao governador foi convidado a deixar o partido. Por outro lado, após sua desfiliação do PSD o ex-vereador por Cuiabá foi “premiado” pelo governador com o segundo cargo e virou uma espécie de supersecretário no staff de Pedro Taques.

Por sua vez, Neurilan Fraga, que é um ferrenho opositor da gestão Taques, afirma que a regra partidária terá que ser seguida. “Como presidente do Conselho de Ética, tenho que seguir o que as resoluções mandam, o que o partido decidiu, o que a maioria decidiu”. Ele pontua que a resolução após entrar em vigência servirá para que todos tenham conhecimento da regra e “não aleguem depois que não tinham consciência”.

Fonte: GD

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