Prisões de Savi e Paulo Taques são baseadas em delação de empresário

A segunda fase da “Operação Bererê”, denominada “Bônus”, foi desencadeada nesta quarta-feira (09) após as delações premiadas dos empresários José Henrique Gonçalves e José Ferreira Gonçalves Neto, donos da EIG Mercados (antiga FDL), empresa suspeita de fraudar contrato com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

A empresa é acusada de desviar, entre 2009 e 2014, cerca de R$ 27,7 milhões que teriam sido distribuídos como propina a diversos agentes públicos, entre eles deputados estaduais.

A primeira fase Operação Bereré, deflagrada em fevereiro, resultou no bloqueio de mais de R$ 27 milhões das contas de 17 pessoas e empresas acusadas de participação no esquema.

Os deputados estaduais Eduardo Botelho (DEM), Mauro Savi (DEM), Wilson Santos (PSDB), Baiano Filho (PSDB), Ondanir Bortolini, o Nininho (PSD), Romoaldo Júnior (MDB) e José Domingos Fraga (PSD) são investigados.

A segunda fase, desencadeada com base nas delações, resultou na prisão de Mauro Savi, que também foi afastado do Parlamento Estadual, do ex-chefe da Casa Civil, Paulo César Zamar Taques e dos empresários Roque Anildo Reinheimer e Claudemir Pereira dos Santos, vulgo “Grilo”.

Segundo informado pelo próprio Ministério Público, a operação Bônus é resultado da análise dos documentos apreendidos na primeira fase da Bereré, dos depoimentos prestados no inquérito policial e colaborações premiadas. Tem como objetivo desmantelar organização criminosa instalada dentro do Detran para desvio de recursos públicos.

Participaram da operação “Bônus” o Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO) Criminal e o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO). Foram expedidos, pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, 06 mandados de prisão preventiva e 05 de busca e apreensão em Cuiabá, São Paulo e Brasília. As ordens partiram do desembargador José Zuquim Nogueira.

Fonte: GD

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