Lagoa Paiaguás corria risco de ser destruída pela poluição, diz promotor

Levantamentos feitos pelo setor de engenharia do Ministério Público Estadual (MPE) revelaram que a água da lagoa Paiaguás, localizada no Parque das Águas, em Cuiabá, estava extremamente poluída. Por este motivo, o promotor de Justiça, Gerson Barbosa, da 17ª Promotoria de Justiça da Defesa da Ordem Urbanística e do Patrimônio Cultural de Cuiabá, argumenta que apesar de extrema, a concretagem das manilhas por onde chegava esgoto in natura no lago foi necessária.

“Foi uma medida extrema sim, mas necessária porque segundo relatório da engenheira Edinalva, do Ministério Público, o índice de poluição da lagoa está extremamente alto, nós estamos inclusive correndo o risco de perder essa lagoa”, disse Barbosa.

Após o secretário municipal de Serviços Urbanos de Cuiabá, José Roberto Stopa, mandar concretar o canal pelo qual o esgoto era despejado na lagoa, máquinas e servidores da Prefeitura executaram o trabalho na última segunda-feira (30). A medida gerou críticas e motivou a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) em que Estado, Prefeitura de Cuiabá e a concessionária do serviço de água e saneamento da Capital, Águas Cuiabá, se comprometeram a resolver o problema da poluição na lagoa.

José Roberto Stopa autorizou a concretagem após diversas tentativas de chamar a atenção dos órgãos públicos que despejam esgoto na lagoa. “A concretagem serviu para estimular o pensamento das pessoas e trazê-las à responsabilidade. E o resultado disso é um grande acordo com o Ministério Público”, afirmou após a reunião em que foi firmado o TAC, nesta quarta-feira (2).

Ele garantiu que assim que a Águas Cuiabá concluir a interligação das redes de esgoto para a estação elevatória localizada naquela região, a concretagem dos dutos será retirada do parque.

O secretário de Estado de Gestão Ruy Carlos Castrillon de Fonseca minimizou a culpa dos órgãos poluidores, destacando que nem sempre a lagoa Paiaguás teve como objetivo a contemplação e que por isso, muitos órgãos públicos (incluindo a Seges) despejavam nela parte de seus dejetos.

“A princípio, a lagoa foi concebida num projeto pra ser um grande lago de decantação de dejetos de esgoto. Isso foi revertido, se falou: ‘Não, vamos fazer uma área de lazer agora’. Então, não existe uma concepção equivocada na construção, o que existe é uma correção ambiental”, disse se referindo aos projetos hidrossanitários dos prédios públicos.

Fonte: GD

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