Prefeitura de Curitiba pede transferência de Lula novamente, após ataque a tiros

Prefeitura cita homem baleado em acampamento do PT para justificar novo pedido de transferência do ex-presidente que está na seda da Polícia Federal

Lula está preso na sede da Polícia Federal em Curitiba desde o dia 7 de abril, mas mantê-lo neste local está ESTADÃO CONTEÚDO
Lula está preso na sede da Polícia Federal em Curitiba desde o dia 7 de abril, mas mantê-lo neste local está “custando caro”
A Procuradoria Geral da Prefeitura de Curitiba (PGM) voltou a pedir a transferência do ex-presidente Lula no ultimo sábado (28) após  acampamento de manifestantes favoráveis ao líder petista ser alvo de tiros nessa madrugada deixando duas pessoas ferias, uma delas em estado grave.
No pedido endereçado à 12ª Vara da Justiça Federal, a PGM cita questões de segurança e logística para pedir que o ex-presidente preso na sede da Polícia Federal desde o dia 7 de abril seja transferido. Em nota o prefeito de Curitiba Rafael Greca (PMN) afirmou que o local é inapropriado para a prisão de “um preso com a expressiva trajetória política do líder sindical, mentor e líder de movimentos sociais, ex-presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva”.
Greca também se mostrou preocupado com “o risco e o transtorno à população e aos funcionários da própria PF.” Segundo ele, a prisão de Lula num local de grande movimentação “atrapalha a rotina de prestação de serviços aos brasileiros que precisam da emissão de passaportes”, por exemplo.
O novo pedido da PGM também cita o protesto realizado pelos manifestantes acampados que “interromperam o trânsito da região por horas, especialmente as linhas alimentadoras do Terminal Santa Cândida”, próximo ao prédio da PF. Os apoiadores de Lula queimaram pneus e fecharam a via, mas o local teve segurança reforçada com viaturas do 20º Batalhão da Polícia Militar e foi encerrado antes das 8h da manhã.
Prefeitura preocupada com a situação
A prefeitura de Curitiba já tinha feito pedido de transferência do ex-presidente Lula no dia 13 de abril . Na ocasião, a procuradora-geral Vanessa Volpi pediu que o ex-presidente fosse levado para “local seguro e adequado às circunstâncias do caso, restabelecendo-se a ordem, o direito de ir e vir e a segurança da população”, e alegou que era de conhecimento notório que a sede da Polícia Federal não tem estrutura para custodiar um ex-presidente da República.
Volpi declarou ainda que “o próprio Sindicato dos Delegados de Polícia Federal do Estado do Paraná já solicitou a transferência imediata do ex-Presidente para outro local que possa oferecer condições de segurança e que não traga transtornos e riscos para a população e aos servidores da Polícia Federal”, argumentou no documento.
Na petição, a procuradora-geral de Curitiba também afirma que o município já esgotou as providências administrativas e judiciais para o cumprimento da ordem judicial de isolamento, mas essas não foram suficientes para impedir a montagem do acampamento nas imediações do bloqueio policial, ocupando ruas e calçadas e dificultando a execução de serviços como reparos à iluminação pública e a coleta de lixo da região.
No dia seguinte, porém, o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJ-PR)  determinou que os manifestante pró e contra Lula deveriam deixar o local imediatamente sob pena de multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento. No dia 17, portanto, os manifestantes marcharam em direção ao terreno de 1.600 metros quadrados alugado pelo PT por 30 dias onde os tiros foram disparados na madrugada de sábado (28).
Já em 24 de abril, foram os próprios  delegados da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba que enviaram um ofício “urgente” à juíza Carolina Moura Lebbos, também da 12ª Vara Federal, pedindo a transferência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nesse caso, porém, a alegação era de que a prisão de Lula na sede da PF custaria cerca de R$ 300 mil.
Fonte: Ultimo Segundo

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