Taques diz que teve de fazer ‘cara de besta’ para manter licitação do transporte

O governador Pedro Taques (PSDB) afirmou que foi pressionado por empresários para não determinar que fosse realizada a licitação do transporte intermunicipal de passageiros do Estado de Mato Grosso. Contudo, ele garante que fez “cara de besta” e deu continuidade ao processo licitatório executado pela Secretaria de Infraestrutura e Logística do Estado de Mato Grosso (Sinfra).

Entre os envolvidos estão os deputados estaduais Dilmar Dal Bosco (DEM) e Pedro Satélite (PSD), o secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo Duarte, empresários e servidores da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos (Ager-MT), segundo o Ministério Público do Estado (MPE).

Taques lembra que o MPE exigia desde 1990 que fosse feita a licitação, o que não foi realizado por nenhum governo até que ele se tornou governador. Taques determinou a revogação do decreto 2.499/14 que autorizava a operacionalização do transporte público intermunicipal até 2031.

“Ninguém queria fazer isso, não. No dia que assumi, uns 10 dias depois, liguei pra (promotor de justiça) Ezequiel e disse que ia revogar o decreto. Revogamos o tal do decreto e determinamos a licitação, porque não é possível”, disse durante evento no Tribunal de Contas do Estado, nesta sexta-feira (27), em celebração ao Dia do Auditor de Controle Externo.

O governador disse ainda que, após a revogação do decreto, participou de inúmeras reuniões com os empresários do ramo que questionavam sua decisão de encaminhar à Secretaria de Infraestrutura a responsabilidade de realizar a licitação.

“Os empresários foram falar comigo várias vezes. Aí chamei o promotor, foi uma vez, e sempre com cara de besta. Vai fazendo cara de besta e vai falando que está errado. Tem parecer disso, daquilo. Mas tem uma recomendação do MP que é para fazer”, lembrou.

A licitação chegou a ser suspensa por algumas vezes por decisão judicial. Os empresários questionavam o modelo licitado que divide o Estado por mercado e não por linhas, como ocorre atualmente. A ação foi vista como protelatória pelo Ministério Público do Estado, que recorreu e a continuidade da licitação foi determinada no último dia 23.

“Não temos receio. Precisamos de controle. Uma administração publica sem controle está fadada ao insucesso. Quando revoguei o decreto do Silval, eu passei para a Sinfra. Todas as vezes determinamos que as licitações fossem feitas”, encerrou o governador.

Com a continuidade, a licitação está marcada para ocorrer no dia 24 de maio, às 14h30, na sede da Secretaria de Infraestrutura. Na ocasião, haverá o recebimento e abertura dos envelopes de habilitação.

Fonte: GD

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