Procuradoria pede o envio de inquérito contra Alckmin à primeira instância

Inquérito que investiga suposto caixa dois da Odebrecht ao ex-governador foi do STJ ao Tribunal Regional Eleitoral e agora pode dar novo passo atrás

Ex-governador de São Paulo e pré-candidato à Presidência, Geraldo Alckmin é investigado por caixa dois da Odebrecht
Alexssandro Loyola/Lid. do PSDB na Câmara – 13.12.17

Ex-governador de São Paulo e pré-candidato à Presidência, Geraldo Alckmin é investigado por caixa dois da Odebrecht

A Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo (PRE-SP) enviou pedido nesta sexta-feira (27) para que seja remetida à primeira instância da Justiça Eleitoral o inquérito que investiga suposto pagamento de R$ 10,3 milhões da Odebrecht para campanha do ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB).

Esse processo estava tramitando, até o início deste mês, no Superior Tribunal de Justiça (STJ) , mas foi remetido por aquela corte ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) quando Geraldo Alckmin renunciou ao cargo de governador e perdeu o foro privilegiado. Agora, a PRE-SP defende que os autos deem um novo passo atrás e cheguem à primeira instância da Justiça Eleitoral, indo para a 1ª Zona Eleitoral de São Paulo.

O argumento apresentado pela procuradoria eleitoral é o de que o fato de um secretário de estado estar envolvido nos fatos investigados não atrai o processo para a competência da segunda instância da Justiça Eleitoral.

Caminhos do inquérito e o que disseram os delatores da Odebrecht

As suspeitas acerca de irregularidades nas campanhas de Alckmin ao governo paulista surgiram a partir de depoimentos de ex-executivos da Odebrecht. De acordo com delatores da empreiteira, a quantia de R$ 10,3 milhões teria sido entregue pessoalmente ao cunhado de Alckmin, Adhemar Cesar Ribeiro, que também responde ao inquérito.

As acusações foram feitos por três delatores da Odebrecht, entre eles  Benedicto Barbosa da Silva Júnior, o BJ, que comandava o chamado ‘departamento da propina’ da empreiteira. Segundo os depoimentos, foram feitas doações não contabilizadas de R$ 2 milhões para a campanha de Alckmin em 2010, e de R$ 8,3 milhões para a campanha do tucano à reeleição em 2014.

O envio do processo para o STJ foi determinado em abril do ano passado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin. O envio do inquérito para a Justiça Eleitoral, e não à Justiça comum, foi determinado no último dia 11 pela ministra do STJ Nancy Andrighi.

Pré-candidato à Presidência pelo PSDB, Alckmin já se manifestou reiteradas vezes que sua inocência no caso ficará “rapidamente” provada.

Na semana passada, o tucano se tornou alvo de novo inquérito junto ao Ministério Público do Estado de São Paulo. Esse processo visa a apuração de atos de improbidade administrativa, com recebimento de caixa dois, supostamente praticados pelo ex-governador paulista. A assessoria de Geraldo Alckmin afirmou, por meio de nota, que o presidenciável “vê a investigação de natureza civil com tranquilidade e está à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos”.

Fonte: Último Segundo

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