Estado deve R$ 100 milhões à Assembleia de duodécimo atrasado

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Eduardo Botelho (DEM), afirmou que o governo do Estado deve mais de R$ 100 milhões ao Legislativo, referente aos repasses constitucionais. “O duodécimo está atrasado. O de janeiro, que não passou nada do custeio, só passou a folha líquida. Somando todos os atrasados soma em torno de R$ 100 milhões”, disse.

Segundo o parlamentar, o funcionamento da Casa tem sido feito mediante atrasos nos pagamentos aos prestadores de serviços. “Nós ainda temos restos a pagar de 2016 e 2017. Estamos em dívida com os fornecedores”. Somando todos os poderes e órgãos autônomos, a dívida do Executivo Estadual chega a mais de R$ 530 milhões.

Por conta dos atrasos, os servidores da Assembleia não recebem mais salários dentro do mês trabalhado desde fevereiro. Os pagamentos agora são feitos até o 5º dia útil do mês subsequente ao trabalhado, o que não ocorria desde a época em que a Casa era presidida pelo ex-deputado José Riva.

Além do atraso no duodécimo, Botelho afirma que o governo também não tem repassado regularmente os valores, que ficaram travados por quase duas semanas. Após uma reunião ocorrida na quinta-feira (19), segundo o deputado, ficou acordado com o secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, que o governo pagaria R$ 1 milhão em emendas impositivas por dia.

“Ele prometeu que ia voltar a pagar. Eu só acho que os dias que ele está contando não são todos os dias. Se pagasse R$ 1 milhão por dia seriam R$ 60 milhões e pagou pouco menos de R$ 20 milhões. Estamos aí nessa luta pra ver se paga”, comentou Botelho.

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